domingo, 6 de março de 2011

Morreu o companheiro de viagem de Che, Alberto Granado

Escreve a Isabel Gorjão Santos na edição online do Público de ontem :

"Referia-se a Che Guevara como “o meu melhor amigo”, com ele percorreu quilómetros em cima de uma mota. Alberto Granado morreu este sábado na sua casa em Havana, aos 88 anos.

A viagem de Alberto Granado e de Che Guevara por vários países da América Latina inspirou um diário e um filme, “Diários de Che Guevara”, vencedor do Óscar para melhor canção original em 2005. Foi uma viagem longa, entre 29 de Dezembro de 1951 e 26 de Julho de 1952, numa motorizada que já nem estava em condições de os transportar, mas à qual os dois chamavam “a Poderosa”.

Che Guevara chamava-lhe “O Petiso”, como recordou a AFP. Alberto Granado era bioquímico e morreu “repentinamente” na sua casa em Havana, enquanto dormia. A sua última vontade será agora cumprida, o corpo será cremado e as cinzas espalhadas pela Argentina, Cuba e Venezuela.

A notícia foi dada em Cuba durante o telejornal. “Fiel amigo de Cuba, [Granado] contribuiu para a formação de profissionais de medicina e de genética”, disse o locutor.

Nascido na localidade de Hernando, na província argentina de Córdoba, a 8 de Agosto de 1922, Alberto Granado tinha 30 anos quando acompanhou Che Guevara numa viagem por toda a América Latina, ainda antes da revolução cubana que levaria ao derrube da ditadura de Fulgêncio Batista e à chegada ao poder de Fidel Castro, em 1960. Vivia em Cuba desde 1961.

Após a viagem, que durou nove meses, os dois amigos separaram-se na Venezuela e seguiram caminhos diferentes, ou nem tanto. Guevara regressou a Buenos Aires, onde foi dar aulas de Medicina, Granado era bioquímico e foi trabalhar para um hospital, recordou a estação de televisão venezuelana Telesur. Depois de regressar a Havana, Granado passou a dirigir um departamento de Genética e só viria a reformar-se em 1994.

Em 1978 publicou o livro “Com Che pela América do Sul”, no qual faz um relato da viagem. E quando o realizador brasileiro Walter Salles resolveu levar a história ao grande ecrã, Granado foi seu assessor. Juntos contaram a história de um périplo que passou pelo Chile, Peru, Colômbia, a história de dois amigos e de Ernesto Guevara antes de se tornar “Che”.

Numa entrevista à BBC, em 2005, Granado recordou a viagem e o amigo. “Ele nunca me esqueceu, nem eu a ele. A sua forte personalidade tornou-o inesquecível.”"

[link]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Kanye West, Gaspar Noé e o gamanço

Está tudo louco com o Kanye West. É gritos de "o novo Michael Jackson" e "o maior artista pop do planeta" vindos dos media a ecoar por todo o lado.

Minha gente, apresento-vos o novo vídeo do senhor West, um rip-off descarado do último filme do Gaspar Noé "Enter the Void":

(saltem logo para os 1:02 minutos )



Gaspar Noé - Créditos Iniciais do "Enter the Void"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Black Swan" e o hype


Detesto quando isto acontece, acreditem. Há meia-dúzia de meses atrás, postei o trailer do "Black Swan". Parecia filmaço e estava com as expectativas lá em cima...
Não vou falar do que trata o filme, que estreou hoje em Portugal, porque toda a gente já viu/vai ver. Vou só dizer que as expectativas são tramadas e que o hype destrói tudo. "Black Swan" não é mau - tem grandes interpretações da Natalie Portman, Vincent Cassel e Barbara Hershey, sequências muito bem filmadas e tudo o mais. Mas podia ser muito melhor. É tão óbvio que até dói e têm umas sequências de suspense ( que sinceramente qme fazem lembrar o Dario Argento) que tornam a coisa um bocado... ridícula. A história tinha tudo para dar um bom filme, mas não : "Black Swan" fica pelo razoável, joga pelo seguro e não tem grande coisa a dizer, a não ser que a perfeição não existe. Não existe no ballet, não existe no cinema de Darren Aronofsky.
Nem sequer vou escrever mais nada, nem falar do quão ridículo é não terem aproveitado a personagem da Winona Ryder, nem do abuso das cenas com espelhos e reflexos...
Enfim, estou genuinamente chateado. A sério.

domingo, 23 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

It's Always Sunny in Philadelphia

"Mas porquê que eles estão sempre a gritar?", pergunta alguém que acaba de passar pela televisão. "Não percebo o objectivo dessa série", diz outra pessoa sentada no sofá.

Realmente, as histórias são sempre ridículas e os protagonistas são uns autênticos sacanas. Estão sempre a arranjar esquemas parvos que não fazem qualquer sentido e que não adiantam absolutamente nada.
Esta série é a definição do "politicamente incorrecto", chegando muitas vezes a ser ofensiva e mesmo cruel.

No meu local de trabalho eu sou conhecido como "o moralista". Se eles descobrirem que adoro isto...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cinema parte XVI


Fui ao cinema varias vezes esta semana. Vi um filme bom ( "Tu,que Vives" ), dois razoaveis ( "Tulpan" e "O Concerto",com a bela Mélanie Laurent ). E hoje fui à estreia de uma das maiores desilusões dos últimos anos : "Hereafter". Senhor Clint, onde raio te foste meter...


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

L'illusionniste (2010)


Fazer com que isto funcione tão bem - é magia.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desta vez não 'tou de acordo contigo, Simon...

"Simon revealed his new year's resolution for 2011 is to stop biting his finger nails - after vowing to kick the habit for the past 26 years"

Fonte : The Scotmans

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Scott Pilgrim vs. the World (2010)

Estão a ver aquele tipo de pessoa que goza com a nossa cara e só meia hora depois de ele bazar é que perceberam que estavamos a ser gozados? Scott Pilgrim vs The World é tipo isso, só que em formato épico. Como todas as boas comédias, o filme oscila entra a sátira e sinceridade. E é tão exagerado e tão inteligente ao mesmo tempo que é uma delicia de ver.

Destinado a ser filme de culto.
( E outra coisa... como é que os distribuidores disto ficaram admirados com o falhanço no box-office? nos EUA)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Curta baseada em "O Segundo Assalto à Padaria", do Murakami

O teaser já esta online. Apesar de ser só uma curta, estou curioso para ver isto... Realização e argumento do Carlos Cuaron ( irmão do Alfonso Cuaron, o senhor que nos trouxe "Children of Men"e "Y Tu mamá también"), Kirsten Dunst ( vocês sabem quem ela é...) e Brian Gerarghty ("Hurt Locker" e "Jarhead") nos papéis principais. E, claro, curta baseada no conto com o mesmo nome do sr Murakami...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

The Receiving End of Sirens : O Regresso

Uma das minhas bandas favoritas regressa ao activo. Só falta o Jesper voltar aos In Flames...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aqui com o Aki Kaurismaki


"Acho que deviamos falar do Kaurismaki"
"Do Aki?"
"Sim"
"Agora? Mas porquê?"
"Por nada...não existem más alturas para falar do Kaurismaki"
"O problema é que a partir das 9 da manhã é impossível falar com ele...por essa hora já está podre de bêbado, coitado"
"Ok...então falamos com o irmão dele,o Mika"
"Esse não,não tem piada"
"Porquê?"
"Porque não bebe..."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Três anúncios

São três ; nem um, nem dois, mas três anúncios. Um para o mundo, outro para Portugal, outro para um Charles Ferguson.

O primeiro :

O heavy metal morreu no último dia 23 de Novembro.

O segundo :

O Conan vai tomar de assalto a SIC Radical, já a partir desta noite. Estou muito,muito, mas mesmo muito feliz com isso.

( aqui )

O último :
Para Charles Ferguson, o mais recente discípulo da escola de documentaristas do senhor Michael Moore :

Nada tenho contra o senhor - sou um humanista, nada tenho, por principio, contra ninguém, por mais idiotas que sejam. E o senhor, de idiota, tem pouco. Sei, também, que um documentário não tenta mostrar a realidade tal como ela é. Várias pessoas com muitos anos disto do tratamento da verdade ( Fernando Correia, estou a "olhar" para si agora, caro professor ) ensinaram-me que todos os pontos de vista, por mais puros e nobres, são subjectivos. Mas, caro senhor Ferguson, não vamos tentar enganar as pessoas, está bem? Juntar meia dúzia de dados (correctos, correctíssimos! ) sobre a grande crise financeira dos nossos dias e pôr o senhor Matt Damon a narrar, e bem, não fazem um bom documentário. Para fazeres ( espero que não seja um problema,o tratar por "tu" ) um bom documentário, terias sempre ( mesmo,sempre ) que ter o outro lado. Terias que ter os "maus" da fita ( atenção que eu não duvido que a especulação bolsista seja mesmo a grande culpada pela crise,isso não está em causa), nem que fosse a mentir ,mas terias que os ter. Arranjar meia dúzia de representantes dos "culpados", tentar humilhá-los, tentar deixá-los ridículos, engasgados, sem saber o que dizer, para provocar umas risadinhas cúmplices no publico... isso é merda. Não vale um peido. Porque, assim, que nos tentar enganar a todos, és tu. E isso eu não admito. Por isso, quando falar com alguém sobre o teu "Inside Job - A Verdade da Crise", vou dizer "é um bom filme, mas um documentário de merda".

Este artigo não foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico ;eu não trabalho para a Lusa, e, sinceramente, desprezo o acordo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Tiago Bettencourt

Dia 26 vi o concerto do Tiago Bettencourt na Fnac e digo-vos,por pouco não me deu uma coisinha. Adorei simplesmente, um ambiente intimo, um publico que retribui-a cada incentivo do Tiago, que até tocou musicas a pedido,tendo eu tido o direito de ouvir a Labirinto a meu pedido. Numa palavra - excepcional!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

16th of November - Fyodor Dostoevsky is sentenced to death

"

On this day in 1849, a Russian court sentences Fyodor Dostoevsky to death for his allegedly antigovernment activities linked to a radical intellectual group. His execution is stayed at the last minute.

Dostoevsky's father was a doctor at Moscow's Hospital for the Poor, where he grew rich enough to buy land and serfs. After his father's death, Dostoevsky, who suffered from epilepsy, studied military engineering and became a civil servant while secretly writing novels. His first, Poor People, and his second, The Double, were both published in 1846-the first was a hit, the second a failure.

Dostoevsky began participating in a radical intellectual discussion group called the Petrashevsky Circle. The group was suspected of subversive activites, which led to Dostoevsky's arrest in 1849, and his sentencing to death.

On December 22, 1849, Dostoevsky was led before the firing squad but received a last-minute reprieve and was sent to a Siberian labor camp, where he worked for four years. He was released in 1854 and worked as a soldier on the Mongolian frontier. He married a widow and finally returned to Russia in 1859. The following year, he founded a magazine and two years after that journeyed to Europe for the first time.

In 1864 and 1865, his wife and his brother died, the magazine folded, and Dostoevsky found himself deeply in debt, which he exacerbated by gambling.

In 1866, he published Crime and Punishment, one of his most popular works. In 1867, he married a stenographer, and the couple fled to Europe to escape his creditors. His novel The Possessed (1872) was successful, and the couple returned to St. Petersburg. He published The Brothers Karamazov in 1880 to immediate success, but he died a year later.


"
Escrito por alguém no history.com que afimr aque o site "strive for accuracy and fairness", por isso confio neles.

sábado, 13 de novembro de 2010

T.O.R.N.A.D.O. - The Go! Team


A 1ª faixa do novo álbum dos The Go! Team, Rolling Blackouts. Felizmente já passou na rádio.

31 de Janeiro...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Depois do Epic Beard Man...Epic Sax Guy

Para quem gosta de rir, saxofones ou figuras tristes, este vídeo é um must...


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Love is just a Question

Bem meus caros,é verdade o que se diz por aí à boca pequena, o amor de perdição morreu. Já não existem Romeus, muito menos Julietas, já não existe o "para sempre". Com 1 em cada 3 casamentos acabando no divorcio é óbvio que mais nada é feito para durar. A frase que usei para titulo é de Tubelord, e de facto concordo, o amor é apenas um questão,uma questão de quê? De conforto apenas, mas conforto como assim? Simples muitas vezes sentimos um vazio que alguém por quem sentimos algo consegue colmatar mas como um chocolate, porque é algo doce e viciante, tem um prazo de validade.Tão rápido como começou, acaba, uma vez o vazio preenchido, não há mais sentido em prolongar a relação. Para o resto existem os amigos, que hoje em dia são as verdadeiras relações, mais nada importa a não ser aquele restrito núcleo. Isto porquê? Ter namorado/a tá fora de moda, simplesmente porque o Mundo publica que está e sejamos realistas a maioria dos nossos amigos não têm namorado/a logo quem tem sente algum exclusão e portanto talvez pense - "Ah e tal, eu por ter namorado/a não pude ir a determinada festa,não pude fazer determinada coisa, estou preso/a" - Esquecem-se é que o/a namorado/a pode ser incluído nesse mundo, podem ter essas mesmas experiências com os vossos namorados/as sem nada perderem e tudo ganharem pois supostamente têm a pessoa que mais vos diz algo lá com vocês a ter a mesma vivência, que mais tarde podem relembrar em conjunto. Os casais não têm que fazer tudo juntos! Claro que não mas também não tem que haver uma separação tremenda das coisas. Há espaço para os dois e há espaço para cada um, sem vergonhas, sem pensar no que os outros pensam, aceitando as coisas como são e viver. Enfim isto é apenas a minha opinião, a minha visão do Mundo, são livres de discordar e ainda mais livres de me mandar para certos lugares, verdade seja dita apesar de tudo, o amor morreu.


Já ando a dizer isto há alguns anos...


... agora muita gente vai ter a oportunidade de concordar comigo. Está um senhor, este puto. Está excelente a interpretar um miúdo que finge ser um sacana, porque sim. Está excelente a representar o cérebro por detrás de uma revolução. Quer as ideias tenham sido dele ou não ( tal como os irmãos Wachowski não inventaram o bullet time ). Enfim, mais um desempenho muito bom e "The Social Network" é um dos filmes do ano. Realização muito discreta e eficiente do Fincher. Bom argumento. Bons actores... e uma boa história sobre como a ambição destrói muita coisa. E a vingança... ninguém me consegue deixar de acreditar que o filme não é sobre uma espécie de auto-flagelação mental. A inveja, a obsessão...
A cena inicial e a final apontam para isso. Alias, são raros os dramas deste género em que as cenas iniciais e finais são tão importantes . O verdadeiro génio está ali, algures, entre os "F5's".