quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A novata do Tekken 3

Também é a minha lutadora preferida da série.

Bons tempos. Ainda hoje jogo!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Mother of All Funk Chords

Este é o primeiro vídeo do Kutiman. Basicamente ele pega em vídeos de pessoas no Youtube e junta-os, criando grande peças musicais. O resultado é fantástico. Vejam:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Calma...

Minha gente, posto esta noite o meu top3 dos filmes de 2000-'09 e promovo a estreia de uma nova secção, chamada " O bom, o mau e o vilão". Nada a ver com o clássico do Sergio Leone, so gamei o nome. É o que eu faço.




( Em relação a essa imagem ... é random. )

Descobri o porquê de Kings of Convenience terem tanto sucesso junto das mulheres


domingo, 6 de dezembro de 2009

Kaurismäki vs mundo

(após ouvir Leningrad Cowboys)
-É uma merda.
-Porquê?
-Não é comercial.Vão para a América... lá, engolem todo o tipo de merda.

-

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

2000-2009 - #4 - The Science of Sleep



The Science of Sleep - Drama/Romance/Fantasia/Comédia - 2006 - França


Realização & Argumento - Michel Gondry

Uma visão única sobre a amizade e a sanidade

É difícil para mim falar deste filme sem parecer :


a) que estou a falar de outro filme qualquer, armado em parvo
b) que estou a ser irónico
c) uma confissão apenas digna dos ouvidos de um psicólogo
d) um devaneio romântico/idiota

Por isso, para "SoS", só o básico. Stéphane é um jovem. Stéphanie é uma jovem. Ele é um sonhador incurável ( que faria o narrador de "Noites Brancas", do velho Fiódor Dostoiévski, parecer um gajo popular e confiante ), com uma visão quase medieval do amor e da relação entre as pessoas. Ela é uma mulher independente, também criativa, mas muito mais ligada à terra do que o pobre Stéphane.

Agora imaginem, como é que um homem-bebé chorão inseguro, que vive mais na própria imaginação do que na vida real, vai lidar com a rejeição ( imaginaria,ou não ) da mulher da sua vida. Pois...


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

2000-2009 - #5 - Last Life in the Universe

A agonia da escolha. Condensar uma década de bons filmes em 5 escolhas não é tarefa fácil. De qualquer maneira, aqui vai :



Last Life in the Universe - Drama/Romance - 2003 -Tailândia

Realização & Argumento - Pen-Ek Ratanaruang

Yakuzas, parentes e sonhos

Algures entre a escrita de Murakami e o surrealismo de David Lynch, este drama tailandes é uma prova de que o cinema asiático não se esgota no triângulo Japão/China/Coreia do Sul. Construído num ambiente "sonhador" mas com os pés bem assentes na realidade - assim é "Last Life in the Universe". Brilhantemente realizado e interpretado, o que separa realmente este filme dos seus pares é a forma subtil como dá a conhecer o âmago das suas personagens. Temos o yakuza reformado / bibliotecario suicida, a jovem arrogante que passa os dias a fumar ganza e a culpa, que como é normal em Ratanaruang, está tão presente que é, em si, uma personagem. Alias,é o que une estes dois personagens, o que justifica esta união improvável : a culpa, o caminho tortuoso até à redenção e o perdão.

domingo, 29 de novembro de 2009

Listas. Plural.

O fim do ano está quase aí. O fim da década também. Portanto, é tempo das listas de "melhores do ano" e "melhores da década". Começando em Dezembro, vou postar os meus 5 filmes favoritos do ano e da década. Talvez faça uma lista semelhante para os álbuns favoritos.Talvez.






sábado, 28 de novembro de 2009

Tetro ( 2009 )


Sr Francis, por favor entenda que independente e filmar em solo não-americano são coisas diferentes. Gostei muito dumas partes, detestei outras. Cortando tudo o que é pretensioso e retirando os 5 minutos finais ( o filme acabava com o Bennie a dizer "Rivalidade"), tínhamos aqui
filmaço. Assim, temos filme.

6.5/10

( Muita atenção à este jovem actor, Alden Ehrenreich. Vai longe, provavelmente. )

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Victor Hugo - The Last Days of a Condemned Man

"But now,--I am a Captive! Bodily in irons in a dungeon, and mentally imprisoned in one idea,--one horrible, one hideous, one unconquerable ideal I have only one thought, one conviction, one certitude,--

Condemned to death!

Whatever I do, that frightful thought is always here, like a spectre, beside me,--solitary and jealous, banishing all else, haunting me for ever, and shaking me with its two icy hands whenever I wish to turn my head away or to close my eyes. It glides into all forms in which my mind seeks to shun it; mixes itself, like a horrible chant, with all the words which are addressed to me; presses against me even to the odious gratings of my prison. It haunts me while awake, spies on my convulsive slumbers, and re-appears, a vivid incubus, in my dreams!

I have just started from a troubled sleep in which I was pursued by this thought, and I made an effort to say to myself, "Oh, it was but a dream!""

terça-feira, 24 de novembro de 2009

RIP Freddy...


18 anos...
Uma das melhores vozes de sempre.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Top 50 worst videogame voice acting


Querem rir um bocado?
xD

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

New York, I Love You ( 2009 )








































Nova Iorque é diversidade.Nova Iorque é cultura. Nova Iorque é diferença.Nova Iorque é tradição.Nova Iorque é cliché.Nova Iorque é beleza.Nova Iorque é café.Nova Iorque é encontro.Nova Iorque é desencontro.Nova Iorque é inovação.Nova Iorque é moda. Mais, Nova Iorque é fashion. Nova Iorque é (metrópole) * 100. Nova Iorque é hipster. Nova Iorque é sexy. Nova Iorque é humor.Nova Iorque é desejo.Nova Iorque é esperança.Nova Iorque é provavelmente algo mais, mas já basta. Acho eu.

E, neste caso, é também um filme com os seus momentos altos, os seus momentos baixos, alguma coesão, não muita, algum talento, a espaços. Alguns clichés, óbvios. Alguma banalidade dolorosa. Alguma piada. Algum charme. É também realizadores com historias para contar ; algumas com a própria cidade como personagem, outras não. A minha critica para este filme é a mesma que para o "Paris,je t'aime" : tem bons momentos, tem maus momentos, tem um fio condutor que não conduz muito bem e, infelizmente, tem uns momentos tão banais que até são dolorosos de ver ( o segmento do Allen Hughes é uma sucessão de clichés ) . Mas, no geral, o filme "acerta" mais do que "falha": os bons momentos são mesmo muito bons.

O segmento do ( grande ) Fatih Akin representa algo que eu costumo associar com NY : emigração, diferença cultural . A parte realizada pelo Shunji Iwai mostra outra : a criação. A arte. E mostra um Orlando Bloom a representar bem ( o choque! ).
E os táxis... que filme sobre NY podia deixar de fora os táxis?

domingo, 8 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Find the River (R.E.M.)



Hey now, little speedyhead,
the read on the speedmeter says
you have to go to task in the city
where people drown and people serve.
Don't be shy. Your just deserve
is only just light years to go.

Me, my thoughts are flower strewn
ocean storm, bayberry moon.
I have got to leave to find my way.
Watch the road and memorize
this life that pass before my eyes.
Nothing is going my way.

The ocean is the river's goal,
a need to leave the water knows
We're closer now than light years to go.

I have got to find the river,
bergamot and vetiver
run through my head and fall away.
Leave the road and memorize
this life that pass before my eyes.
Nothing is going my way.

There's no one left to take the lead,
but I tell you and you can see
we're closer now than light years to go.
Pick up here and chase the ride.
The river empties to the tide.
Fall into the ocean.

The river to the ocean goes,
a fortune for the undertow.
None of this is going my way.
There is nothing left to throw
of Ginger, lemon, indigo,
coriander stem and rose of hay.
Strength and courage overrides
the privileged and weary eyes
of river poet search naivete.
Pick up here and chase the ride.
The river empties to the tide.
All of this is coming your way

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

(500) Days of Summer ( 2009 )




























Comédia romântica , muito hype, #227 no top250 do imdb... Confesso que estava curioso para ver o que isto valia. E gostei. A narrativa não-linear está interessante e funciona bem a nível de ritmo ( algo que não podemos dizer de muitos filmes do género ). As personagens têm algum realismo e profundidade , ( apesar de não serem lá muito diferentes do tipo de pessoas que povoam os filmes independentes ) e o espectador identifica-se com elas facilmente. Acho eu.
O problema aqui são os olhos da Zooey Deschanel : passamos tanto tempo a olhar para eles, num espanto mudo e total, e acabamos por perder diálogos e algo mais.

( Novamente, o blogspot tem algo contra mim e alem de não me deixar centrar as imagens, agora corta-as como se nada fosse. Anyway, a Zooey tá na imagem e era isso o importante. )

Festival de Cinema do Estoril


O pior do Festival de Cinema do Estoril é não ser na Avenida de Roma...
Programa brutal , umas quantas ante estreias ( ou anteestreias? ) promissoras, homenagem ao Cronenberg, à Juliette Binoche ...
E, para acabar em beleza, o "Azul" do Kiéslowski a fechar o festival.





( Já agora, o "trailer" do festival )

( Outra coisa, porque raios é que as fotos nunca ficam centradas, por mais que tente?
Blogspot = merda , qualquer dia troco-te pelo wordpress... )

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

classics never go out of style...

Heartsounds

Nova banda da Laura ( ex-vocalista dos melo-death meisters Light This City ). É uma mudança e tanto...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O futuro do jornalismo e algo mais

A crise vivida actualmente atinge todos os sectores da sociedade, o jornalismo não é uma excepção, mas não explica, na totalidade , a queda das vendas na imprensa.
Essa diminuição da tiragem é um fenómeno mais antigo e está relacionada com a mudança nos hábitos das pessoas,a queda das receitas de publicidade e também com a importância crescente que a internet tem vindo a ter na vida em sociedade . O hábito de comprar um diário tem diminuído de geração para geração. A crise tem afectado também os outros meios de comunicação, mas, apesar do seu recente crescimento, o online ainda não consegue compensar o declínio nas restantes áreas. Contudo, é seguro dizer que o futuro do jornalismo deverá passar componente online. Mas daí até os jornais deixarem de existir vai uma grande diferença .O futuro mais próximo deverá passar por uma combinação entre as potencialidades e características únicas da Internet e a boa velha imprensa.

Por isso, se eu fosse responsável por um jornal, apostava forte numa componente online, mas sem nunca desprezar a componente impressa.
Os conteúdos do site e do jornal teriam que ser distintos : enquanto o site, aproveitando ao máximo as características da internet, seria actualizado assim que às noticias exigissem, ( ou seja, constantemente) , o jornal deixaria de ser uma publicação diária , para apostar em peças mais desligadas do tempo, da efemeridade da notícia. Peças mais intemporais, resumindo.
Tentava dar espaço a géneros que, nos últimos anos foram perdendo importância, com as recentes mudanças de abordagem dos jornais ( e com a redução do número de páginas ), como as grandes reportagens e os trabalhos de investigação. No online, por outro lado, as notícias mais curtas teriam mais espaço ; a ideia era que o mesmo leitor consultasse o site diariamente
( ou várias vezes ao dia ) para ser informado sobre a actualidade e comprasse o jornal ( semanalmente ou quinzenalmente,conforme a periodicidade ) para ler as reportagens, investigações ou às crónicas do seu cronista favorito. No site estaria também disponível, consoante pagamento, o acesso online às versões impressas do jornal . Ou seja, o leitor teriam um arquivo enorme à sua disposição ; se quisesse por alguma razão ler o diário do dia 20 de Setembro de 1980, só teria que aceder a esse arquivo, online.


Jornalismo Digital
Vitor Bruno Pereira
a20076149

Sparrow ( 2008 )

Kei : Esta manhã, entrou um pardal pela janela da minha casa...
Bo : Livra-te dele. Pardais dão azar...
Kei : Como assim?
Bo : Conheço um casal... compraram um apartamento e um pardal apareceu lá um dia. O valor do prédio desceu para metade. Mais : tiveram ambos cancro da próstata... Ambos!
Kei :Uau... tens cá um jeitão para contar histórias...

O Johnnie To constrói ambientes propicios a diálogos desse género no seu "Sparrow". E muito mais... A fotografia está brilhante ao longo de todo o filme ( a cena dos guarda chuvas e da troca de cigarro... ui ), pena a narrativa não ter sido tão pensada...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O meu jornal

O meu jornal está a morrer. Apesar da minha publicação estar disponível na internet, os lucros têm descido abissalmente e, por isso, a sobrevivência do meu título está em dúvida. Mesmo tendo em conta os prejuízos da publicação em papel, não prescindirei da mesma. Não deixarei o jornal em papel (enquanto for em papel). No entanto, e com o objectivo do jornal ser financeiramente viável, alterarei o modelo tanto no online como no papel.
A publicação online continuaria a ser diária, em papel passaria a ser semanal. Mas a principal alteração seria nos conteúdos. Os conteúdos do online continuariam a ser generalistas, enquanto que no papel passariam a ser específicos, isto é, a publicação em papel iria basear-se em (grandes) reportagens e em artigos "originais". A grande aposta, no caso do papel, seria no chamado jornalismo de investigação. Através de investigações competentes e longas, tentaria tornar o meu jornal diferente dos outros - um jornal onde se encontrariam artigos e reportagens diversos dos de outras publicações. As peças publicadas passariam a ser menos em quantidade e melhores em qualidade.
A nível financeiro, primeiro, tentaria angariar uma carteira de financiadores, que estivessem dispostos a apoiar a empresa sem um contrato definido, sem participação activa - apenas apoiantes de um serviço público. Em segundo lugar, tentaria criar um aglomerado de empresas de comunicação - assessoria de imprensa, de imagem, rádio, etc - com o objectivo de financiar o jornal em papel com os lucros gerados pela holding. Na publicação online, os conteúdos "originais", provenientes da publicação em papel seriam pagos. Outra das modificações, que promoveria, seria tornar o site o mais atractivo possível, com o objectivo de aumentar o número visitantes para assim tornar a página mais apetecível para os publicitários.

Hugo Maduro, 20074371

domingo, 1 de novembro de 2009

Clássicos da Disney - Trolley Troubles (1927)

Antes de Walt Disney criar Mickey Mouse, desenhou o esquecido Oswald the Lucky Rabbit. Depois de saber que a personagem vai fazer parte do jogo Epic Mickey para a Wii, estive a ver alguns dos seus filmes.
Este chama-se Trolley Troubles. Foi a 1º curta a ser divulgada de Oswald e originalmente era um filme mudo:

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"I will now sell 5 copies of the Three EPs by the Beta Band."

Bethesda: Os reis dos bugs

Eu adorei o Fallout 3, para mim é um dos melhores jogos desta geração. Mas a quantidade de bugs, freezes e todo o tipo de problemas que as várias versões do jogo têm, afectou inevitavelmente a experiência. O ponto máximo da minha frustração chegou quando tive de repetir o capítulo final 4 vezes, uma vez que o jogo estava constantemente a bloquear.

Aconselho que leiam este artigo sobre os constantes problemas que existem nos jogos da Bethesda mas também sobre a mentalidade de muitos criadores nesta geração:
Are Bethesda games too buggy?

Já agora...

Quem ainda não conhece, que faça o favor de pesquisar múm...



Engoli meia ampulheta e toda a paisagem começou a inchar

A falta de posts está directamente relacionada com a falta de tempo. Proporcionalidade directa,acho que é assim que se chama. Tenho umas entrevistas programadas : com duas bandas norte-americanas que eu gosto muito ( ambas tocam sludge, por acaso ) e com um jovem músico da gélida Islândia que faz música que se situa algures entre a electrónica e clássica. Além disso, há uma nova editora de literatura traduzida em Portugal que me parece interessante ao ponto de eu tentar marcar uma entrevista com os responsáveis...

Entretanto,se tiverem tempo...



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Sétima edição do DocLisboa contabiliza mais de 31 mil espectadores" - Público 27/10/2009

( Começava a notícia com o logo da edição de 2009 do DocLisboa )

"A edição deste ano do festival DocLisboa, que terminou domingo, foi vista por 31.260 espectadores, mantendo a fasquia de audiência da edição anterior, referiu hoje a organização.

Ao longo de onze dias, foi exibida a mais recente produção de documentário, com quase duzentos filmes em várias sessões esgotadas na culturgest e nos cinemas São Jorge e Londres.

Apesar de ter registado praticamente o mesmo número de espectadores da edição de 2008, a organização afirma que o DocLisboa 2009 "superou as expectativas", já que foram programadas menos 33 sessões."

( Aqui, postava um link para o programa do DL'09, para que o leitor ficasse a saber o que foi exibido )


"Entre os filmes apresentados, destaque para "Petition", do realizador chinês Zhao Liang, premiado como melhor longa-metragem."

( Link para o trailer de "Petition" ; link para a página oficial do filme em questão e para a página dedicada ao realizador, por exemplo, no imdb.com e página oficial do mesmo )

"Destaque ainda para a crescente presença de documentários portugueses, tendo sido premiado "Pare, Escute e Olhe", de Jorge Pelicano."

( Novamente, postava um link para o trailer do documentário em questão ; link para páginas com informação sobre o autor e sobre o obra )

"O filme trata sobre o despovoamento e a desertificação provocados pelo encerramento progressivo da linha ferroviária do Tua, que liga Bragança a Mirandela."

"Do mesmo realizador de "Ainda há pastores?", o documentário recebeu os prémios de melhor longa-metragem, melhor montagem e o Prémio Escolas."

( Tal como nos premiados nas duas categorias anteriores, complementava a escrita com um video e páginas com informação sobre o documentário )

"O realizador lituano Jonas Mekas foi o convidado homenageado nesta edição, tendo sido exibida, pela primeira vez, uma retrospectiva da sua obra."

(Mostrava nesta parte da notícia uma fotografia do Jonas Mekas e um link que levava o leitor para uma página que continha a biografia do realizador )

"Houve ainda direito a uma retrospectiva sobre o cinema documental pós-Jugoslávia, uma secção dedicada ao futebol e cinema e outra sobre histórias de amor retratadas em documentário."

( Aqui postava os links para as páginas do festival dedicadas a estas 3 categorias : futebol ; histórias de amor e cinema documental pós-Jugoslávia )

"Terminada a edição em Lisboa, estão confirmadas extensões do festival, com uma soma de alguns dos filmes exibidos, em Paris, Madrid, Porto, Leiria, Coimbra, Alcobaça e Malaposta.

A edição de 2010 do DocLisboa está marcada de 14 a 24 de Outubro."

( Já que é referida a próxima edição do festival, para o leitor ficar mais informado sobre as edições anteriores, direcionava-o para uma página com uma pequena biografia do festival : o regulamento, os cinemas onde são exibidos os filmes do festival,o júri e os prémios distribuídos no passado )

( Terminava a notícia com um link que mostrava ao leitor uma tabela com os números de visitantes das 4 edições do festival . Juntava também um link para o site principal do festival. )


Vitor Bruno Pereira - 3º ano

a20076149

Jornalismo Digital - Comunicação e Jornalismo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Comparação : Screamo vs mtv screamo




VS




( Yeps, não tenho mais nada para fazer... )

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alghazanth - Melodic Black Metal


Uma bela descoberta que fiz ontem.

The Hurt Locker ( 2008 )

Melhor maneira possível de estrear o meu MedeiaCard : vendo um filmaço. Hurt Locker é isso mesmo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lobo Antunes


Viram a entrevista da Judite de Sousa ao Lobo Antunes, esta noite na RTP1? Nunca li nada do senhor, mas, depois da entrevista, fiquei com alguma vontade de ler.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

T_P_C_J_D

Jornalismo Digital

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A Pontualidade e o Jornalismo


Falar de pontualidade é falar de tempo, especialmente de tempo perdido e que não pode ser recuperado. Já dizia o povo, que “quem espera, desespera” e é bem verdade : poucas coisas conseguem ser mais desesperantes do que esperar por alguém que se atrasou por qualquer razão.

Mas porque é que esperar por alguém que ( propositadamente, ou não ) se atrasou é tão irritante? Porque aprendemos a associar a pontualidade à normalidade. Enquanto esperamos, dificilmente conseguimos fazer algo útil com o nosso tempo, simplesmente porque estamos à espera. A pessoa que se atrasou controla, de certa forma, o nosso tempo. Controlando o nosso tempo, controla, também, por breves instantes, a nossa vida. No quotidiano, esperamos sempre a pontualidade para que tudo funcione normalmente, logo um atraso é algo a evitar. Um atraso pode, por exemplo, significar o fim de uma relação pessoal. Na vertente profissional, um atraso pode significar o despedimento.

O narrador de “ Clube de Combate”, de Chuck Palahniuk, informa o leitor que “ a tua vida é isto e está a chegar ao fim, um minuto de cada vez”. O contexto é outro , mas vai dar à mesma finalidade : se combinamos algo com alguém, esperamos que essa pessoa seja pontual porque o tempo é demasiado preciso para ser perdido ; é irrecuperável, e todas as pessoas detestam sentir que estão a perder tempo.O mundo avança a um ritmo tão elevado que perder tempo é perder o “fio à meada”. Todos os sectores da sociedade dependem dos horários para funcionar normalmente ; os horários estão ligados não só a vida profissional de cada um, mas também à vida pessoal. É uma questão de organização, que se estende a todos os aspectos da vida em sociedade, que abrange tudo e todos. Especialmente numa época em que as noticias duram cada vez menos tempo, são cada vez mais efemeras, essa pontualidade, esse compromisso com o tempo torna-se ainda mais importante. Um jornalista tem cada vez menos tempo e os seus prazos a cumprir ficam mais apertados ; um “minuto” perdido pode significar a diferença entre uma reportagem que fica na gaveta e uma reportagem que ainda vai a tempo de fazer parte da nova edição de um jornal. O jornalismo é uma profissão que muitas vezes depende do esforço conjunto, por isso cada elemento do grupo tem que ter a sua parte do trabalho feita a horas. Um bom exemplo disto seria um noticiario radiofonico : cada um dos reporteres tem que estar em condições, tem que estar preparado para ir para o ar na altura em que é suposto. Até mesmo nos noticiarios televisivos: perder oportunidades de reportagem,entrevista ou noticia por falta de pontualidade é inadmissivel. As noticias são noticias durante um curto intervalo de tempo, e a sociedade espera e exige, por parte dos jornalistas, um tratamento pontual da informação. Não é à toa que Chris Frost, no seu livro “Journalism Ethics and Regulation”, lista a pontualidade entre as caracteristicas fundamentais que definem o bom jornalista, juntamente com a habilidade em reconhecer boa materia para uma noticia,entre outras.

O hábito de levar as horas dos compromissos marcados bem a sério serve para definir uma das características mais importantes de um país. Falo da Inglaterra e da famosa expressão “pontualidade britânica”. O Big Ben, no palácio de Westminster, em Londres, marca o tempo há seculos e a sua “sombra” lembra os habitantes da cidade que os horarios são para cumprir e que ninguém gosta de esperar.

Ontem, no Transmission do Cais do Sodré os suecos pg.lost deviam subir ao palco às 22 horas. As expectativas eram altas ; era a estreia da banda na nossa capital . Quando o quarteto sueco( finalmente ) começou a tocar, já passavam das 22:35. Digamos que foi um atraso “normal”, foi um atraso dentro do intervalo de tempo esperado. Pelo que amigos e conhecidos a viver em Londres me dizem, até os horarios dos eventos são levados a sério ; em Londres, um concerto marcado para as 22 horas, começa às 22 horas. Mesmo às 22 horas. Chocante! Especialmente para quem está habituado a que um concerto marcado para as 22 horas comece algures entre as 22:45 e as 23:30 . Isto diz algo sobre a cultura de uma nação.

A verdade é que os ingleses costumam levar bem a sério a pontualidade e são conhecidos por isso; muitas das outras sociedades estão tão habituadas a ter que enfrentar a falta de pontualidade que nem conseguem apreciar a beleza do oposto.Para terminar, e já que estava a falar do exemplo de pontualidade inglês, aproveito para citar William Shakespeare : “Better three hours too soon than a minute too late.


Vitor Bruno Pereira – a20076149

Comunicação e Jornalismo


Pontualidade e Jornalismo

Por João Monteiro Matias


A pontualidade é uma qualidade fundamental num jornalista. Mas não só, é um comportamento que deve existir em todos os relacionamentos inter-pessoais, quer profissionais quer pessoais.

Desde muito cedo que o homem sentiu a necessidade de medir o tempo. As sociedades rurais orientavam-se pelas estações do ano. O tempo era mais lento, uma vez que seguia o relógio biológico do mundo. Mas o ser humano está constantemente a evoluir. O homem tem vindo a entrar em competição com ele próprio e isso resultou numa constante necessidade de supressão. Há cada vez menos tempo para fazer as coisas.

A pontualidade é uma forma de comportamento que assume uma grande importância nos países industrializados. Hoje em dia, é necessária consistência e pontualidade em todo o tipo de actividades. Com a revolução industrial todas as actividades laborais foram faseadas e adoptou-se uma rotina de trabalho diária. As pessoas passaram a ter em conta não só elas próprias, mas também o seu grupo de trabalho. Numa fábrica todos trabalham para o mesmo objectivo e basta um grupo não acompanhar o ritmo para afectar o produto final.

Esta ideia ainda se aplica nos nossos dias, não só nas relações profissionais mas também nas nossas relações pessoais. É um valor que se exige para que o mundo funcione de forma organizada.

Em termos interpessoais, a falta de pontualidade pode causar problemas nos relacionamentos. Além do mal-estar que envolve, gera conflitos que têm por base uma falta de consideração e uma não valorização da pessoa. Este é um comportamento que ou se tem ou não se tem, independentemente de factores externos. Se não cumprirmos este acordo pré-estabelecido, podemos causar consequências que vão desde o simples atraso até ao comprometimento profissional.

Se não somos pontuais podemos afectar a vida dos outros, uma vez que a realização de um trabalho está muitas vezes subdividida e dependente de múltiplas pessoas. Se uma falha, pode originar uma reacção em cadeia de consequências imprevisíveis.

Numa altura de crise mundial, ainda se torna mais necessário para evitar o desemprego. Os empregadores precisam de despedir pessoal para vencer a crise, sendo que os sacrificados são normalmente os trabalhadores menos disciplinados. O que significa que cada vez mais se exige que as pessoas sejam assíduas e pontuais no que ao seu emprego diz respeito.

Nós vivemos num mundo de globalização e informação e isso implica que haja períodos de sobreposição. Havendo diversas latitudes e consequentes fusos horários diferenciados, isto obriga ainda mais a sermos pontuais, uma vez que a disponibilidade horária é cada vez mais reduzida, por via da sobreposição desses mesmos horários. No fundo, tempo é dinheiro.

No jornalismo, tal como em todas as profissões, há prazos que devem ser cumpridos. Por ser uma profissão muitas vezes executada em conjunto com outras pessoas, somos obrigados a ter o nosso material pronto a tempo e horas. A quantidade de profissionais necessários para organizar o Telejornal da RTP1 mostra bem como o jornalismo pode ser um trabalho de equipa. Inclui não só o pivô, mas também os repórteres, os responsáveis de câmara, os técnicos de som e até o pessoal responsável pela maquilhagem. Todos trabalham para um objectivo comum e se o jornalista não se mostrar à altura vai afectar o trabalho de todos os envolvidos. Outro exemplo é uma redacção de um jornal, onde os jornalistas têm um determinado horário para respeitar e a partir do momento em que o jornal fecha já não passa mais nenhum texto.

O trabalho do jornalista adquire uma importância ainda maior se tivermos em consideração a precariedade da notícia. O que é novidade hoje, amanha já não o é. Por isso o jornalista não pode falhar, caso contrário o seu trabalho será desperdiçado. Por outro lado, um jornalista que seja pontual tem muito mais hipóteses de chegar primeiro à notícia.

A palavra pontualidade remete para rigor e exactidão, qualidades que teoricamente devem pertencer a um bom jornalista. Na área da informação é essencial planear a situação de antemão para não vir a ter problemas relacionados com falta de pontualidade.

A história da pontualidade também advém da necessidade de fazer rápido. Será que vale a pena esta luta constante contra a evolução natural do mundo? Se o homem terá de facto progredido ao ter progressivamente ficado com menos tempo para fazer as coisas. O tempo para reflectir diminuiu. No caso das notícias, os jornalistas têm cada vez menos tempo para pensar no que realmente estão a escrever/dizer e nas consequências dos acontecimentos.

O defeito da pontualidade é que ninguém está lá para ver que chegámos primeiro. Mas seremos sempre considerados se o nosso trabalho estiver pronto a horas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

pg.lost - 19/10/09 Transmission / Lisboa

Em relação à actuação destes meninos esta noite eu vou dizer o mesmo que o ( grande ) Bruno Aleixo disse dos douradinhos : "é bom,mas é pouco". 1h10m de concerto? Meus senhores, para a próxima, com ou sem problemas com a tela dos visuals, toquem mais tempo. Sff.



( Mas, posso garantir, que foi muito bom. Mesmo )

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Review - Uncharted 2: Among Thieves (PS3)

O Uncharted 2: Among Thieves chegou às lojas portuguesas no passado dia 14 de Outubro. Este é um jogo que eu esperava já há muitos meses, uma vez que adorei o primeiro. O segundo jogo da mais recente série desenvolvida pela Naughty Dog (criadores de Crash Bandicoot e Jak and Daxter) tem sido muito aclamado pelos especialistas.
Tendo terminado o jogo durante o fim-de-semana, posso dizer convictamente que é a melhor razão para se comprar uma Playstation 3.

Tal como no primeiro, controlamos Nathan Drake numa aventura muito ao estilo de Indiana Jones. Em Among Thieves, Drake parte em busca da Pedra Cintamani, depois de encontrar um artefacto num dos navios perdidos de Marco Pólo. Naturalmente, o nosso herói não é o único em busca do tesouro, sendo que a sua conquista não será nada fácil.


O jogo está melhor que Drake's Fortune (2007) em praticamente todos os campos possíveis. A maneira como a história se desenrola é típica dos filmes de Hollywood dentro do género, mas o argumento é tão bom que torna o enredo muito mais envolvente. Grande parte do mérito deve ser dado aos actores que deram as vozes e movimentos às personagens, uma vez que neste jogo usou-se a técnica de captura de movimentos celebrizada pela personagem Gollum em O Senhor dos Anéis. Os actores desempenham o seu papel com uma naturalidade tal que é fácil deixarmos-nos levar pela história. Podem contar com a presença de muitas personagens, entre elas algumas caras familiares.


A jogabilidade está mais refinada, mantendo os controlos acessíveis mas agora muito mais precisos. Continuamos a ter que recorrer a um sistema de cobertura, à semelhança de Gears of War (Xbox360) para nos protegermos dos ataques inimigos, mas agora temos outras alternativas viáveis. Desta vez, deram um particular ênfase às secções de combate corpo a corpo, especialmente com a adição de stealth kills. Agora podemos evitar a chuva de balas habitual do primeiro jogo, optando por tratar da saúde dos inimigos sem revelar a nossa presença. Foi uma óptima ideia, mas a sua execução podia ter sido melhor se tivessem ajustado a IA dos inimigos mais à realidade. Contudo, tendo em conta que na maior parte do tempo estamos em confronto armado, é bom ter outras opções.
Quanto aos puzzles, estes pareceram-me muito simples e, embora sejam importantes para dar mais variedade ao jogo, não há muitos enigmas para resolver. As secções de plataformas por seu lado, estão melhores do que em Drake's Fortune.


A banda sonora é digna do grande cinema. O primeiro jogo já me tinha impressionado bastante, mas este consegue elevar a fasquia. Realmente a qualidade dos jogos está constantemente a evoluir. Isso leva-nos a um outro aspecto cada vez mais importante nos dias de hoje: os gráficos. Uncharted 2 tem, para mim, os melhores gráficos numa consola. Não há nada como este jogo. Já perdi a conta à quantidade de vezes em que fiquei boquiaberto com os cenários e as cutscenes! Os pormenores vão desde as expressões das personagens, até ao comportamento do cenário que nos envolve. Desta vez não vão estar restringidos a uma zona, em vez disso vão ter oportunidade de passar por locais como a América do Sul, o Nepal e o Tibete. Se procuram jogos com momentos de acção inesquecíveis, Uncharted 2 arrasa quaisquer expectativas.


Uma das grandes críticas apontadas ao primeiro jogo era que acabava demasiado rápido. Em Among Thieves esse problema já não existe. Para além de um excelente modo single-player que dura cerca de 10-12 horas, ainda podem optar por entrar online e competir em modos como o Combate Mortal, Rei da Colina e Reacção em Cadeia. Destaque também para o modo Machinima, onde podemos criar as nossas próprias animações computorizadas usando as imagens e as personagens do jogo. Existem também missões que podem ser jogadas em cooperativo até três jogadores.
Os tesouros para coleccionar do jogo anterior, também marcam presença em Among Thieves, assim como muitos extras para desbloquear. Em termos de conteúdo, está muito mais completo que o seu antecessor.


Em suma, Uncharted 2 é tudo o que um fã do original poderia pedir: mais e melhor. Among Thieves é um jogo completo e consegue facilmente concorrer a melhor jogo do ano.

Nota: 10/10

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Music Videos + Gondry = Win

Quantas vezes já me aconteceu gostar imenso de um videoclip de uma música e acabar por descobrir que foi feito pelo Michel Gondry.
Eu acho que o videoclip é uma parte fulcral da música. Pode eleva-la a um outro nível. O mais comum é ver vídeos da banda a tocar e pronto, está feito. Mas quando vejo trabalhos como os do Michel Gondry, fico com pena que não se aposte mais nesta área.

Alguns exemplos dos vídeos de M. Gondry:






quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quote do dia

"We've out-sophisticated ourselves out of some of the pleasures of movies".

Quentin Tarantino

domingo, 11 de outubro de 2009

Goodbye Solo ( 2008 )


Um grande exemplo do verdadeiro cinema indie norte-americano, "Goodbye Solo " conta-nos a estranha amizade entre um velho amargurado e suicida e um optimista taxista de origem senegalesa . É um filme simples, directo, em que grande parte do tempo são os olhos e as expressões faciais a actuarem, em vez das palavras. De uma humanidade surpreendente, é um filme que prova que o indie americano ainda mexe e confirma a qualidade do realizador/argumentista Ramin Bahrani ( um nome a ter em conta no futuro ).

Já agora,a fotografia nos últimos 10 minutos do filme está do melhor que vi ultimamente.

( É porreiro ver um filme indie americano que não deposita todo o seu tempo/energia em personagens pseudo-esquisitas que se acham muito originais e incompreendidas e no final, não são mais nada do que banais e patéticas... )

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Katabatic + Caspian - 07/10/09

Acabei de chegar. Ainda tenho o reverb das 3 guitarras de Caspian a pairar nos meus ouvidos. A review, só mais tarde,. mas posso adiantar isto : Caspian FTW!


domingo, 4 de outubro de 2009

Fucking Åmål ( 1998 )

Existem os teen-dramas de Hollywood, que costumam ter a profundidade emocional de um post-it vazio. E depois existem filmes como este "Fucking Amal", que tratam os adolescentes com uma sensibilidade e realismo enormes. Os suecos parecem ser bons a retratar a confusão que é ser jovem ( para quem não conhece, "Let the right one in" -> google it ).

Resumidamente, o filme conta como duas raparigas, Agnes ( lésbica e deprimida ) e Elin (quase o oposto : popular e confusa ) , escapam à monotonia da pequena cidade de Amal. Pelo meio, trata os personagens de uma forma muito rara : nunca recorrendo ao cliché, antes pelo contrario, "cuidando" dos personagens de uma forma tão humana que é impossível ficar indiferente. A direcção e o argumento do Moodysson são excelentes, e as duas actrizes principais vão muuuuuito bem.

Uma pequena obra-prima, que se foca em temas sempre difíceis como homossexualidade e isolamento, e consegue atingir o que muitos outros filmes falham : ser abrangente e interessante, sem nunca ser pseudo-moralista ( ou moralista, mesmo ). Acima de tudo, é um filme honesto,e por isso recomendo-o a todos...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Algo se passa no nosso país

Não sei se viram as declarações do Presidente da Republica. É claro que não tem nada a ver com arte, mas, foram umas declarações tão... estranhas, que roçam o absurdo. Tal como muitos dos meus posts.

O sentido de timing do PR foi péssimo ; só vai criar instabilidade, especialmente agora, logo após a vitoria do PS. Vai criar um debate, vai ocupar o pais e desviar as atenções do que realmente interessa. É pena ; eu até simpatizava com o senhor.




( Como é óbvio, está comic não tem nada a ver com o conteúdo do resto do post. Mas não me parecia bem postar algo sem imagem. E eu gosto desta. Por isso... )

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Falar deles antes que toda a gente os conheça...





... e mudem o nome de Passion Pit para ...Passion Pitas.




Pop bem feito.





segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Digam não ao playback! Ou então arranjem uma alternativa perfeita

Foi o que fizeram os Muse quando foram "convidados" a fazer playback num programa italiano. Resolveram trocar de instrumentos e o resultado foi este:

Hilariante! Eles estão a gozar à grande com toda a situação. O vocalista está na bateria, o baixista na guitarra e nas teclas e o baterista na voz e no baixo.

Os Muse subiram na minha consideração!

domingo, 27 de setembro de 2009

Biffy Clyro - The captain ( video )



Yep, sou fanboy. Deve ser das melhores faixas pop que já ouvi até hoje. Épica, com aqueles trompetes/trombones. Catchy, com aqueles back-vocals... Enfim.

O grande Capitano Pimenta ficaria orgulhoso de ver o seu "titulo" tão bem empregue...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Perfect Blue (1998)

"There is no way ilusions can come to life"


Eu adoro Satoshi Kon. Como tal pensei em fazer uma série de curtas análises sobre as obras realizadas por este senhor. Logicamente vou começar pelo princípio, ou seja, por Perfect Blue.

O filme conta a história de Mima, uma rapariga que se cansou de ser uma estrela Pop no seu grupo CHAM e está determinada em tornar-se numa actriz de topo. Pelo caminho terá que se subjugar às exigências da profissão e aprender a lidar com os actos que pratica. No entanto, esta alteração na sua vida vai ser bem mais estranha do que ela alguma vez poderia esperar.

Perfect Blue é um thriller psicológico que vai muito provavelmente deixar-vos confusos. A forma como Kon conta a sua história é deveras surreal, pois a barreira entre o sonho e a realidade vai começando a desintegrar-se à medida que o filme vai avançando. De tal forma, que deixamos de ter noção se o que se passou realmente aconteceu.
Quando pensam que viram algo incrível, na cena seguinte provavelmente vão ser surpreendidos de outra forma. A ironia por detrás das cenas em que Mima está a actuar é duma perspicácia notável, ficando tudo ainda mais distorcido. A transição das cenas está feita de tal maneira que dá a sensação que tudo é uma ilusão e Satoshi Kon é um mestre a contar este tipo de histórias.

Tal como acontece com outros dos seus trabalhos, Perfect Blue é bastante simbólico. A crítica ao mundo do showbiz está bem patente e embora o final não seja perfeito, vai certamente deixar-vos a pensar.

The Cranberries quebram hiatus

A banda irlandesa revelou recentemente que está a preparar uma tour pela América que irá decorrer ainda este ano. Depois de uma pausa de cerca de sete anos, a banda de "Linger" parece estar pronta para regressar ao activo.
Eu adoro a voz da Dolores e estou radiante com esta notícia. Aconselho a quem não conhece que ouça o "Everybody Else is Doing It..." (1993) e o "No Need to Argue" (1994), dois fantásticos álbuns para quem gosta de rock alternativo com raízes celtas.

Em 2010 será a vez da Europa. Portugal é aquele país ao lado da Espanha han, não se esqueçam.

O Sacana-mor e o seu tributo ao cinema - "Sacanas sem lei" ( 1ª Parte )

É levantada a questão : por onde deveria começar esta critica? Deveria começar com a entrada ( atrasada, claro está ) no cinema? Ou nos meses de antecipação que os trailers/teasers causaram? Ou deveria começar p'lo Sacana-mor, Quentin Tarantino, e pelos seus devaneios, sempre entre a vénia e o plágio, o tributo e o sorriso trocista?



O que dizer? Que "Inglorious Basterds" é o seu melhor filme desde o "Pulp Fiction"? Que IB é ( mais ) um enorme tributo ao cinema, no seu exagero e nos seus abusos?

É tudo valido.
( Já agora, não sou o maior fã de Tarantino. Se alguém me perguntar qual o meu realizador favorito, chuto uns 17 nomes antes de responder "Quentin Tarantino". Mas sei reconhecer o seu enorme talento, quando bem direccionado ( poderia agora dizer que em Kill Bill 2 não o foi, mas isso é uma outra historia ) ) .

Não vou ocupar linhas a resumir o enredo ; suponho que, com o hype, já toda a gente saiba, em linhas gerais, do que trata o enredo.

Algures entre o filme de guerra classico e o western spaghetti, o que torna IB tão especial são os seus personagens ( extravagantes e absurdos, e, ao mesmo tempo, tão familiares) e as situações ridiculas em que se encontram , ora a prestar homenagem a Sergio Leone, ora a "gozar" descaradamente com o seu legado. Vou , também eu, plagiar e dividir a review em 3 partes.
O herói ( Brad Pitt ) , a rapariga ( Mélanie Laurent ) e o nazi ( brilhantemente interpretado pelo até então desconhecido Christoph Waltz ).


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Entrevista : Moloken





Moloken.São suecos, tocam algo que fica entre o sludge, o doom e o post-metal. Estrearam-se nestas lides com o belo EP "We all face the dark alone", em 2008. Lentos,sujos e feios,os 15 minutos que compõem o EP são do melhor que já ouvi dentro do género. Agora, em Setembro de 2009, a banda lança o LP "Our Astral Circle". Que melhor desculpa podia eu querer para falar com a banda?


Pereira - Please introduce yourself, your band and explain to us what Moloken is all about.

Jakob - I’m Jakob, the drummer in Moloken. The band represents a mix of different influences and ideas from the early 90’s death/doom scene, the progressive rock from the 70’s, the alternative hardcore scene and many other things. I guess what defines us is that we use the bass in an unconventional way in how Nicklas plays, and how we intertwine that with minimalist guitar stems and our usage of pounding heaviness of controlled chaos.


P-You guys released recently your debut LP, "Our
Astral Circle". Can you tell us about the recording process and the thoughts behind the songs?

J-We entered the XL studio the day after the gig at House of Metal 2009 was done, and continued to work there for eight more days, after which the recording was finished the material was sent once again to Sven Engdahl to do his magic thing in the mixing process. Musically the record has a variation of songs, some being very slow and perhaps soft, another one being fast and violent, and another one being introspect and dark. The common link behind these compositions is our notion that nothing is to be given a certain value unless we want it so. In other words: We tend to play with our own expectations – what might seem to be a good intro or a good verse might turn out to be something completely different in the end. It all depends on how we approach the material and how we play it together, as Moloken by nature is a collective effort. The lyrical themes of Moloken have a broad variation of expressions and thoughts. What unite them is the mixture of human fear and fascination of the unknown and different negative impressions that surrounds life and the world we live in.

P- What are your plans for the rest of 2009?

J - We’re going to have a release party in Umeå the 3rd of October on Droskan, and between the 17th till 31th October we’re on our Europe tour, which visits Belgium, Germany and Sweden. In November we’re going to arrange a festival in a small town outside of Umeå, the Holmsund Deathfest festival.


P - How is it going for a young band like yourselves; is it easy to "survive" nowadays in Sweden, playing Doom/Sludge?

J -If you mean survive as in terms of living off your music, then no, it’s certainly not easy. It’s not even possible. If you mean survive as in terms of managing to get gigs and support, then sure. Almost anything is possible, as long as you’re willing to work for it. There are many bands in Scandinavia that creates excellent music but never gets anywhere due to their own lack of interest or peoples nature of having multiple projects going on at the same time, which results in less focus on their supposed-to-be main band. That’s my opinion, anyway.


P - What are the main differences between your EP "We All Face The Dark Alone" and "Our
Astral Circle"?

J- When we recorded Our Astral Circle we had a clear picture of what we wanted to do. The sound is more raw and natural, which meant a big step away from the sound we had on the EP. The guitars and drums sound much better than on our EP (which we recorded on a weekend) plus that the Bäckström brothers really performed excellent vocals on the album. We’re all very proud of this album and how it sounds!


P-I know that there were some line-up changes in the past. What happened?

J-A couple of weeks before our gig at House of Metal 2009 Johan Öman announced that he was planning on leaving the band after the recording of the album were done. We accepted his decision and were glad that he stayed and did his guitar lines in the recording process, and not left us “high and dry”. Luckily we found a replacement guitarist in the eminent Patrik Ylmefors just a couple of weeks after Johan’s departure.

P- You have toured in the past; how was it? Have you ever played outside Sweden? If no, can we expect that in the near future?

J-We did a two weeks tour last fall, which took us to Norway and Sweden. This was our first tour, and we really enjoyed it, at least most of it. Besides the normal problems of logistics and provisions we met all sorts of people, in which some later on has helped us with gigs and support, and for that we’re very grateful. In the future we’d love to come and visit other countries besides the northern regions of Europe, and also visit other continents!


P-Your sound has some unique and fresh characteristics, like the role of the bass guitar, the dual vocals... What inspires, what influences you to write a Moloken song?

J-For my own part, I’m always in search of new ways of expressing myself both musically and lyrically, and if I’ve accomplished that through my contribution in the band, then I’m as happy as ever. But I’m also trying to develop my understanding of other music styles and ideas alien to me, so playing in a band, which encases many music styles, has its advantages. But in terms of music, I think that the common feelings I personally want to create is mental darkness, madness, confusion and alienation of things that is considered to surround your world. I think it’s mainly because of my own musical preferences, but also because of my state of mind, affected by long years of exposure to horror literature. J And off course all of these artistic visions gets filtered and analysed by the band. We might be a group of individuals, but we work as a collective.


P-What have you been watching/reading/listening lately?

J-I’ve had the opportunity of reading Michael Focault’s Discipline and Punish, which describes the elder traditions of corporal punishments and later on the development of rehabilitation penalties that was formed by social paradigms in the 19th century, but especially the ideas behind The All-Seeing Eye and its effect on the prison system and society in general. I’m also an elder-culture-geek, which is why I read a book about the creation of the city-state Assyria, Gudens Skygge by Mogens Trolle Larsen, and how the administration and organisation changed this society. When it comes to movies then I’ve seen Der Baader-Meinhof Komplex, a German movie about the creation of The Red Army Faction in West Germany and its development during the 70’s and the 80’s. Musically I’ve been enjoying Virus’ latest album The Black Flux. It has become one of my personal favourites, maybe of all times. Besides that I’ve also been listening to Sleepytime Gorilla Museum’s In Glorious Times. It’s not very rhythmic oriented, at least not as the percussions were on the album before, Of Natural History, and it’s not as polyphonic as on the before-mentioned album or on the debut, Grand Opening And Closing. But it’s still very dark and weird music and I like it.


P-The Post-Metal/Sludge/Doom scene is becoming a bigger scene, with bands like
Isis and Neurosis getting more and more recognition and drawing attention to the genre as a whole. What do you think of this?

J-The majority of this attention might be good. For example the creation of bigger networks, bigger institutions, that hopefully will be flexible and appreciative of new ideas and ways of corporation between borders and scenes. The downside can be that commercial interests might want to interfere in the musical creative process, or that marketing deliberately mislabels a musical product, like a boost-effect created by hard marketing rather than based on the consumers’ preferences.

P-What is the origin of the name "Moloken"?

J-Kristoffer came up with the name of Moloken, which is an old Swedish word for gloomy, or downhearted.


P-When can we expect you to play in
Portugal?

J-As soon as we can come in contact with someone interested in booking us for a gig there, hopefully next year.


Take care and thanks a lot for your time!

Cheers for the interview!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Entrevista - Lights Out Asia




McDonalds.Pássaros.E a imensidão do Oceano Atlântico.
Depois do deathcore dos Shot at Dawn, o Art is Fucking Dead volta à musica mais atmosferica com os norte-americanos Lights Out Asia. Depois do (excelente) "Eyes Like Brontide" , o trio prepara as gravações do seu quarto LP.
A aguardar com expectativa, claro...


Pereira - Please introduce yourselves and describe the essence of Lights Out Asia.

Lights Out Asia - Well, this is Chris Schafer… and LOA is pretty simple. We are three friends that have enjoyed playing music together for over a decade in multiple forms. Having music as an outlet is fantastic, but being able to share it with people of all walks is even better.


P -I am aware that you guys are in the studio right now. How is it going?

Chris: It's going well. We have always been a very detailed band as far as how we record and production. This time we seem to be going just a bit more slowly on this album just because we are probably paying attention to a great amount of details. We are all perfectionists and this helps us a ton but sometimes it hinders speed in the process.


P - Can you tell us the main ideas about the album that you are recording?

Chris: I'm not sure we think that far ahead. We just write in the moment and then it all happens. I wish that there was some profound system that we used as our template, but it is just song to song, at least at the beginning.

Stats (Mike): We do start to develop an album "concept" once we have five or six songs that are close to finished and are pleasing to us. This is where we are at right now in September 2009. Then we start throwing around some song titles, artwork ideas, and general themes. And something inevitably begins to take shape, some thread begins to connect everything, but the process is so subtle that it's something that is almost out of our hands. The albums sort of come together on their own, once we've built the parts.

P - What are your influences, when writing a song?

Chris: For me it is mostly my personal life, but outside of that it's movies, trains going past my home or, for instance, the huge thunderstorms we had back in the summer. Recently I've been sitting in my back yard and this cardinal just sits on the power line singing in a very patronizing way. It is there every day. I have some ideas on writing about this bastard bird.

Stats: You're an insane person. Love it! I am influenced by the music I hear in my head, although it never comes out right. Chris and Mike usually make it turn out much better. I am also very influenced by Chris and Mike's ideas, and I hear something they write and it sounds great and I feel bad that I didn't come up with something so brilliant. So I bury it deep down and browse some more synth patches. Seriously, though, I am inspired by a lot of things, including other bands and little snips of soundtracks or even traffic noises. Sometimes you just sit down and start moving your appendages and something comes out from nowhere. It's great. A lot of time it's crap, though, which is why it's helpful to be in a group.


P - Do you have any dates planned, or tour planned, for the rest of the year?

Chris: Not yet.




P - You released your latest album, "Eyes Like Brontide" last year, on n5MD. How was the reception ?

Chris: Very good. People have had great things to say about and its always nice to hear good feedback. We hope it continues. It was a fun album to write and see come together from start to finish.


P - Can you tell us the main concept behind that album ?

Chris: Brontide was a darker side of LOA, in a sense. Dark would mean frustration, aggression, a general feeling of loss or how terrible I would feel if I ate McDonald's. Brontide didn’t have a real main concept, but consciously had a flow that fit well with each song.


Stats: I agree with this assessment. Brontide to me had to do with feelings of isolation, uneasiness, unanswered transmissions and such, or like how you feel when you look up at the sky and feel very small or hear thunder echoing from very far away. You're both connected to and disconnected from your world. I guess that's the "concept." Whether we executed that concept is up to the listener to determine, and for all we know they may have a completely different concept, or none at all, and still enjoy the album. Music is weird like that. We'd rather have our music be open to different experiences than be "this is what the songs mean, this is how you interpret them, now buy our records."

P- Your sound is quite spacey and distant, yet introspective. Can you describe to us what gear do you use to achieve your sound?

Stats: Nothing magical or unusual. We use guitars, laptops, samples, keyboards, microphones. The best gear is whatever inspires you with its sound, or whatever gets out of the way and makes it easy to work. I like "friendly" gear, gear that lets you get in and start cranking away at knobs and sliders and you can feel how the sound changes. I like gear that also gives you something unexpected from time to time. The unexpected is a big part of soundscaping for us. So we like friendly gear that gets out of the way but also sometimes insists on doing its own thing, as long as that thing is interesting. There's lots of gear like this today, I don't think you need to have stuff nobody else has in order to have your own sound. You just need your own ideas and a healthy sense of experimentation.

That being said, we used to do all our beats in Powerpoint, except for one song that sampled the couch.

P - What have you been listening, watching and reading?

Stats: I've been listening to "Endtroducing..." by DJ Shadow all summer long. I've always liked it, but for some reason it's really grabbing ahold of me again recently. I've also gotten into "Untrue" by Burial, which is this amazing atmospheric dubstep thing that resurrected a lot of the late 1990's UK gloom that is sorely missed. And both of these albums use samples and atmospheres to construct these dark environments that are rich and detailed and full of soul. So, yeah I'm either two years or like eleven years out of date... I'm also a big fan of Marconi Union right now, and Yagya is a big LOA after-practice favorite. Also Marsen Jules and Ametsub. As far as watching goes, it's football season. What I read is too geeky to print.

P - When can we expect you guys to play a show in Portugal ?

Stats: We'd love to, unfortunately we have a hard time fitting all of our gear into the kayaks.

P - Thanks a lot for your time!

Stats: You're welcome!