quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Scott Pilgrim vs. the World (2010)

Estão a ver aquele tipo de pessoa que goza com a nossa cara e só meia hora depois de ele bazar é que perceberam que estavamos a ser gozados? Scott Pilgrim vs The World é tipo isso, só que em formato épico. Como todas as boas comédias, o filme oscila entra a sátira e sinceridade. E é tão exagerado e tão inteligente ao mesmo tempo que é uma delicia de ver.

Destinado a ser filme de culto.
( E outra coisa... como é que os distribuidores disto ficaram admirados com o falhanço no box-office? nos EUA)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Curta baseada em "O Segundo Assalto à Padaria", do Murakami

O teaser já esta online. Apesar de ser só uma curta, estou curioso para ver isto... Realização e argumento do Carlos Cuaron ( irmão do Alfonso Cuaron, o senhor que nos trouxe "Children of Men"e "Y Tu mamá también"), Kirsten Dunst ( vocês sabem quem ela é...) e Brian Gerarghty ("Hurt Locker" e "Jarhead") nos papéis principais. E, claro, curta baseada no conto com o mesmo nome do sr Murakami...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

The Receiving End of Sirens : O Regresso

Uma das minhas bandas favoritas regressa ao activo. Só falta o Jesper voltar aos In Flames...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aqui com o Aki Kaurismaki


"Acho que deviamos falar do Kaurismaki"
"Do Aki?"
"Sim"
"Agora? Mas porquê?"
"Por nada...não existem más alturas para falar do Kaurismaki"
"O problema é que a partir das 9 da manhã é impossível falar com ele...por essa hora já está podre de bêbado, coitado"
"Ok...então falamos com o irmão dele,o Mika"
"Esse não,não tem piada"
"Porquê?"
"Porque não bebe..."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Três anúncios

São três ; nem um, nem dois, mas três anúncios. Um para o mundo, outro para Portugal, outro para um Charles Ferguson.

O primeiro :

O heavy metal morreu no último dia 23 de Novembro.

O segundo :

O Conan vai tomar de assalto a SIC Radical, já a partir desta noite. Estou muito,muito, mas mesmo muito feliz com isso.

( aqui )

O último :
Para Charles Ferguson, o mais recente discípulo da escola de documentaristas do senhor Michael Moore :

Nada tenho contra o senhor - sou um humanista, nada tenho, por principio, contra ninguém, por mais idiotas que sejam. E o senhor, de idiota, tem pouco. Sei, também, que um documentário não tenta mostrar a realidade tal como ela é. Várias pessoas com muitos anos disto do tratamento da verdade ( Fernando Correia, estou a "olhar" para si agora, caro professor ) ensinaram-me que todos os pontos de vista, por mais puros e nobres, são subjectivos. Mas, caro senhor Ferguson, não vamos tentar enganar as pessoas, está bem? Juntar meia dúzia de dados (correctos, correctíssimos! ) sobre a grande crise financeira dos nossos dias e pôr o senhor Matt Damon a narrar, e bem, não fazem um bom documentário. Para fazeres ( espero que não seja um problema,o tratar por "tu" ) um bom documentário, terias sempre ( mesmo,sempre ) que ter o outro lado. Terias que ter os "maus" da fita ( atenção que eu não duvido que a especulação bolsista seja mesmo a grande culpada pela crise,isso não está em causa), nem que fosse a mentir ,mas terias que os ter. Arranjar meia dúzia de representantes dos "culpados", tentar humilhá-los, tentar deixá-los ridículos, engasgados, sem saber o que dizer, para provocar umas risadinhas cúmplices no publico... isso é merda. Não vale um peido. Porque, assim, que nos tentar enganar a todos, és tu. E isso eu não admito. Por isso, quando falar com alguém sobre o teu "Inside Job - A Verdade da Crise", vou dizer "é um bom filme, mas um documentário de merda".

Este artigo não foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico ;eu não trabalho para a Lusa, e, sinceramente, desprezo o acordo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Tiago Bettencourt

Dia 26 vi o concerto do Tiago Bettencourt na Fnac e digo-vos,por pouco não me deu uma coisinha. Adorei simplesmente, um ambiente intimo, um publico que retribui-a cada incentivo do Tiago, que até tocou musicas a pedido,tendo eu tido o direito de ouvir a Labirinto a meu pedido. Numa palavra - excepcional!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

16th of November - Fyodor Dostoevsky is sentenced to death

"

On this day in 1849, a Russian court sentences Fyodor Dostoevsky to death for his allegedly antigovernment activities linked to a radical intellectual group. His execution is stayed at the last minute.

Dostoevsky's father was a doctor at Moscow's Hospital for the Poor, where he grew rich enough to buy land and serfs. After his father's death, Dostoevsky, who suffered from epilepsy, studied military engineering and became a civil servant while secretly writing novels. His first, Poor People, and his second, The Double, were both published in 1846-the first was a hit, the second a failure.

Dostoevsky began participating in a radical intellectual discussion group called the Petrashevsky Circle. The group was suspected of subversive activites, which led to Dostoevsky's arrest in 1849, and his sentencing to death.

On December 22, 1849, Dostoevsky was led before the firing squad but received a last-minute reprieve and was sent to a Siberian labor camp, where he worked for four years. He was released in 1854 and worked as a soldier on the Mongolian frontier. He married a widow and finally returned to Russia in 1859. The following year, he founded a magazine and two years after that journeyed to Europe for the first time.

In 1864 and 1865, his wife and his brother died, the magazine folded, and Dostoevsky found himself deeply in debt, which he exacerbated by gambling.

In 1866, he published Crime and Punishment, one of his most popular works. In 1867, he married a stenographer, and the couple fled to Europe to escape his creditors. His novel The Possessed (1872) was successful, and the couple returned to St. Petersburg. He published The Brothers Karamazov in 1880 to immediate success, but he died a year later.


"
Escrito por alguém no history.com que afimr aque o site "strive for accuracy and fairness", por isso confio neles.

sábado, 13 de novembro de 2010

T.O.R.N.A.D.O. - The Go! Team


A 1ª faixa do novo álbum dos The Go! Team, Rolling Blackouts. Felizmente já passou na rádio.

31 de Janeiro...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Depois do Epic Beard Man...Epic Sax Guy

Para quem gosta de rir, saxofones ou figuras tristes, este vídeo é um must...


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Love is just a Question

Bem meus caros,é verdade o que se diz por aí à boca pequena, o amor de perdição morreu. Já não existem Romeus, muito menos Julietas, já não existe o "para sempre". Com 1 em cada 3 casamentos acabando no divorcio é óbvio que mais nada é feito para durar. A frase que usei para titulo é de Tubelord, e de facto concordo, o amor é apenas um questão,uma questão de quê? De conforto apenas, mas conforto como assim? Simples muitas vezes sentimos um vazio que alguém por quem sentimos algo consegue colmatar mas como um chocolate, porque é algo doce e viciante, tem um prazo de validade.Tão rápido como começou, acaba, uma vez o vazio preenchido, não há mais sentido em prolongar a relação. Para o resto existem os amigos, que hoje em dia são as verdadeiras relações, mais nada importa a não ser aquele restrito núcleo. Isto porquê? Ter namorado/a tá fora de moda, simplesmente porque o Mundo publica que está e sejamos realistas a maioria dos nossos amigos não têm namorado/a logo quem tem sente algum exclusão e portanto talvez pense - "Ah e tal, eu por ter namorado/a não pude ir a determinada festa,não pude fazer determinada coisa, estou preso/a" - Esquecem-se é que o/a namorado/a pode ser incluído nesse mundo, podem ter essas mesmas experiências com os vossos namorados/as sem nada perderem e tudo ganharem pois supostamente têm a pessoa que mais vos diz algo lá com vocês a ter a mesma vivência, que mais tarde podem relembrar em conjunto. Os casais não têm que fazer tudo juntos! Claro que não mas também não tem que haver uma separação tremenda das coisas. Há espaço para os dois e há espaço para cada um, sem vergonhas, sem pensar no que os outros pensam, aceitando as coisas como são e viver. Enfim isto é apenas a minha opinião, a minha visão do Mundo, são livres de discordar e ainda mais livres de me mandar para certos lugares, verdade seja dita apesar de tudo, o amor morreu.


Já ando a dizer isto há alguns anos...


... agora muita gente vai ter a oportunidade de concordar comigo. Está um senhor, este puto. Está excelente a interpretar um miúdo que finge ser um sacana, porque sim. Está excelente a representar o cérebro por detrás de uma revolução. Quer as ideias tenham sido dele ou não ( tal como os irmãos Wachowski não inventaram o bullet time ). Enfim, mais um desempenho muito bom e "The Social Network" é um dos filmes do ano. Realização muito discreta e eficiente do Fincher. Bom argumento. Bons actores... e uma boa história sobre como a ambição destrói muita coisa. E a vingança... ninguém me consegue deixar de acreditar que o filme não é sobre uma espécie de auto-flagelação mental. A inveja, a obsessão...
A cena inicial e a final apontam para isso. Alias, são raros os dramas deste género em que as cenas iniciais e finais são tão importantes . O verdadeiro génio está ali, algures, entre os "F5's".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poder feminino



Estou extremamente apaixonado pelo som desta bela senhora e venho aqui partilha-lo com vocês

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

JJ Abrams

Tou mesmo curioso para saber o que raios vai ser o "Super 8" deste senhor...
Entretanto...




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Let Me In (2010)

Respeito é bom e é bonito

Primeiro que tudo, deixar bem claro :é claro que este "Let Me In" não está ao nível do original sueco. Nem tenta estar... Matt Reeves, o argumentista e realizador deste remake tem, acima de tudo, um respeito imenso pelo trabalho de Tomas Alfredson. Às vezes demasiado respeito, ao ponto de usar os mesmos diálogos, os mesmos ângulos. Das poucas alterações que introduziu, destaco a curiosidade do Owen ( o Oskar deste remake ) ao olhar para o mundo dos adultos, tão distante. As metáforas visuais, com lentes, telescópios, focagem e desfocagem, são mais que muitas, e subtis. Ao contrario das partes mais sangrentas, que de subtis têm pouco, e desconcentram um bocado, especialmente porque a mood do resto do filme é gelada. O desempenho dos miúdos está fabuloso, quase ao nível do original. Especialmente o Kodi Smit-McPhee como Owen. Confuso e aterrado ao mesmo tempo, é fácil ver a duvida e a desorientação, própria dos 12 anos de idade, a pairar na cara do miúdo . De destacar também os (sempre) optimos Elias Koteas e Richard Jenkins nos papeis secundários. Ambos transmitem um ar cansado e resignado ao filme, o exacto oposto ao olhar de Owen, assustado mas curioso.

Enfim , vão haver sempre pessoas a dizer mal, mas, a maioria delas, sem grande razão. Adorei o "Let the Right One In", li o livro ( que estranhamente não é tão bom quanto o filme ) vi-o quatro vezes no cinema e umas 20 vezes em casa ( metade delas antes de ir ver o filme ao cinema pela primeira vez ). Este remake, não devo ir ver ao cinema mais nenhuma vez, talvez compre o DVD quando for lançado daqui a uns meses...
É como o Mourinha disse na sua critica : " É um óptimo filme inútil" . Porque não é melhor que o original, nem tenta. Porque é demasiado parecido, sem ser melhor em nenhum dos aspectos ( nem nos efeitos-especiais ). Mas não deixa de ser óptimo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

5 coisas que aprendi com o Christophe Honoré




- O povo francês é incrivelmente inteligente e incrivelmente promíscuo
- Todas as mulheres querem foder o Louis Garrel
- As pessoas resolvem os seus problemas com metáforas super-elaboradas e recorrendo a sub-texto
- Para levar uma mulher para a cama, só é preciso dizer : "é um caso de vida ou de morte"
- As pessoas que estão tristes sem saber porquê, tentam suicidar-se encenando situações em que sabem que vão sobreviver

domingo, 10 de outubro de 2010

Slow Riot for New Zerø Kanada


Interviewer: Well... Where are you coming from?

Blaise Bailey Finnegan III: (pause) Well... I don't like the way the country's ran, don't you know, and, erm... that's pretty much what i was expressing in my poem. The government... the American government - they're sneaky, they're very deceitful, they're liars, they're cheats, they're rip-offs. I mean, the American government is one systematic government that...that nobody can trust. I don't trust them myself.

Interviewer: And how long have you been writing for?

Blaise Bailey Finnegan III: Huh?

Interviewer: How long have you been writing for?

Blaise Bailey Finnegan III: Since I was four.

Interviewer: Do you do this sort of thing a lot, like, open-mic kinda questions?

Blaise Bailey Finnegan III: Oh, I love open-mics, I love coming here to do open-mics, absolutely.

Interviewer: What kind of reactions do you usually get?

Blaise Bailey Finnegan III: Usually, people are... are pretty much in agreement with what I'm saying.

Interviewer: We overheard you before talking about... you went to court today for a speeding ticket?

Blaise Bailey Finnegan III: That's accurate.

Interviewer: Right. Do you wanna tell us that story?

Blaise Bailey Finnegan III: Yes, absolutely, I wouldn't mind telling you the story. Erm... I went to court today for a speeding ticket, and I told thejudge, erm... "Let me tell you something, and you listen and you listen good, I'm only gonna say this one time and one time only, I don't repeat myself for nobody," I said. I says... "I'm here to pay a speeding ticket, not to listen to your lectures and hear you run your mouth for an hour." I says "I'm here to pay off my speeding ticket ...and I'm here to get my fines out of the way and get the fuck to work." The judge says "You can't talk like that in my courtroom, you're in contempt of court." then I said... I told the judge, "If that's the best you can do, I feel sorry for you." I said "Why don't you just shut your fucking mouth for once and listen." I said "I'm not gonna take any shit." I said "I'm gonna pay my speeding ticket like I said." I walked up to the god damn judge and I hand him my 25 dollars and I says "Here's my money, now I am leaving."
And I left it at that.

Then, before I left, I turned around and told the judge "I'm here to state who I am and be honest with you." I said "If they thought I was dangerous on the road like you're trying to accuse me of, wouldn't they have taken my license when I first got it? Yes they would." And the judge says "Yeah, you have a point," He goes "You don't need to get loud," I said "Don't get loud?" I says "I've got every right to get loud." I says "You can't do a god damn thing about it, because I'm expressing myself in your court, and there is nothing you can do about it. You think you're god because you have a robe and you can put people up the goddamn river for 20 years? Well you're not."
And I left it at that.

Interviewer: Did you walk away?

Blaise Bailey Finnegan III: Yes I did... I don't like the judicial system, I don't like the government system, I don't like the police, I don't like anything to do with this country's government. I just don't like it, because... they're sneaky, like I said - they're deceitful, they're lying, they're cheats, they rip people off. That's the American government for you. America is a third world country, and people don't recognise it... and I think that that's pretty god damn sad, that they don't recognise their own country as a third world, third rate, third class slum.

Interviewer: Well... Do you have any weapons?

Blaise Bailey Finnegan III: Yes, I do. I own a high-powered assault rifle, I own a 12-gauge double barrel shotgun, I own a regular shotgun, I own a regular hunting rifle, I own a 9mm, a 357, a 45 handgun, a 38 special, and, erm... I own an m-16 fully automatic ground assault rifle...

Interviewer: Do you think things are gonna get better before they get worse?

Blaise Bailey Finnegan III: No way. Things are just gonna get worse and keep on getting worse. Like I said, America's a third world country as it is and... and we're just basically in a hopeless situation as it stands.

Interviewer: What do you think this country's gonna look like in the year 2003?

Blaise Bailey Finnegan III: Y'know, I'll tell you the truth - nothing against you guys, but I don't wanna answer that question because... I haven't even got a mind that's that...that inhumane.

Interviewer: Are you ready for what's coming?

Blaise Bailey Finnegan III: Ready as I'll ever be.

Most people aren't.

There's a little saying... Dates back for generations...

Interviewer: Go on...

Blaise Bailey Finnegan III: Be prepared for anything at any time from anybody, don't take no shit, always stand your ground. People wanna come up to me and run their mouth - guess what? I'll throw them through the fucking window... I won't think a thing of it.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dark Tranquillity + Insomnium + Karnak Seti ( 4 de Outubro - Corroios )


Mikael Stanne e companheiros da fanfarra deram um masterclass ontem à noite em Corroios...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Top 10 BSO de jogos: 5 - Tekken 2

Se eu tivesse composto esta banda sonora, sentiria um misto de orgulho e frustração. Orgulho porque é um conjunto excelente de músicas e frustração porque os combates acabam demasiado rápido para podermos apreciar a sua qualidade. Esta é a realidade da maioria dos jogos de luta, mas o caso de Tekken 2 é o mais notório. Não estou a falar daquelas batidas que se repetem constantemente, mas sim de música com diversas camadas e cuja evolução escapa ao jogador devido à rapidez dos combates.

Quando estive a decidir quem integraria o top 10 não avaliei só pela qualidade, mas também pela personalidade das músicas. Que raio quero eu dizer com isto? Nem eu sei exactamente, mas está relacionado com aquela sensação de que estamos a presenciar algo único, que claramente se destaca no jogo. Isto é possível perceber logo através dos temas das personagens, onde cada um parece descrever o lutador na perfeição: o de Jun revela uma personagem espiritual, em harmonia com a natureza; o de Jack-2 parece algo saído do Exterminador Implacável 2, com os seus sons “metálicos”; o de Michelle mostra uma personagem com muita energia e determinação; e o de Devil Kazuya transparece melancolia e um vazio enorme.

De maneira geral, Tekken 3 é o melhor jogo da série. Mas há um aspecto onde o 3 fica aquém deste: na música.

Black Winter Night Sky (Intro)
MORNING FIELD (Jun Kazama Stage)
BE IN THE MIRROR (Devil Kazuya Stage)

domingo, 3 de outubro de 2010

Haute Tension ( Fr - 2003 )

Gostava de saber como é que se diz "plot hole" em francês, porque este slasher está cheio deles...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pois é...




"Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os ares Suecos



Um som que apaixonou-me de imediato

Jóhann Jóhannsson + Iskra String Quartet @ Teatro Maria Matos

Gelo em Lisboa, numa noite de Outono.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010



“Much unhappiness has come into the world because of bewilderment and things left unsaid.”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Futuro

Skagos/Addaura/Fell Voices/Ash Borer/Sleepwalker/Lake of Blood/Panopticon/Alda/Wake/Tomhet/Wheels Within Wheels/

google it

domingo, 19 de setembro de 2010

Templo dos Jogos

Quem é que se lembra do Templo dos Jogos?

Era a minha principal fonte de informação sobre jogos nos anos 90. Eu esperava ansiosamente pelo fim da semana para poder ver o programa e adorava cada minuto. Nunca mais me esqueço da análise do Super Mario 64 - foi o 1º jogo que teve 100%.

Apesar do péssimo argumento, eu continuo a achar que é melhor que o Insert Coin e afins. A nostalgia tem destas coisas.





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

On Repeat: Big Star



Uma das várias bandas que descobri graças ao House.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Para os Facebookianos

O nosso rico blog agora está ligado ao facebook por isso meus caros viciados,toca a carregar no botão Like,aqui mesmo na parte superior esquerda e promover o blog.

Embrulha

sábado, 11 de setembro de 2010

O primo feio do punk rock

Wormrot
Singapura
2007-
Abuse LP - 2010

Caótico mas preciso, técnico mas cheio de pica.3 gajos de Singapura lançaram em 2010 um dos poucos álbuns de grindcore que ouço de inicio ao fim...


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A rapariga cem por cento perfeita - Haruki Murakami

Ao contrário do Pereira,eu preocupo-me em por as coisas em português.

Numa bela manhã de Abril, cruzei-me com a rapariga cem por cento perfeita ao passar por uma rua menos movimentada do cosmopolita bairro de Harajuku, no centro de Tóquio.

Para dizer a verdade, ela não era assim tão bonita quanto isso, nem se pode dizer que fosse chamativa. A roupa que trazia vestida não tinha nada de especial. A parte de trás dos cabelos, junto à nuca, ainda apresentava marcas de quem acabara de se levantar da cama. Também não era propriamente nova - devia ter os seus trinta anos, daí que talvez já não fosse correcto chamar-lhe rapariga. Mesmo assim, ainda nos separavam cinquenta metros e já eu tinha percebido que era ela a miúda cem por cento perfeita para mim. A partir do momento em que a vi, o meu coração começou a vibrar como se estivesse a haver um tremor de terra e a minha boca ficou seca como a areia de um deserto.


É provável que cada um tenho o seu tipo particular de rapariga. Alguns gostam delas estreitas de anca, por exemplo, com olhos grandes ou com mãos elegantes, outros ainda sentem-se atraídos, vá lá uma pessoa saber porquê, por aquelas jovens que saboreiam vagarosamente a comida à refeição. Também eu tenho as minhas preferências. No restaurante, acontece-me por vezes ficar fascinado a olhar para o nariz da rapariga sentada na mesa ao lado.

O certo é que ninguém pode dizer a que corresponde a tal rapariga cem por cento perfeita. Por mais que eu me sinta atraído por narizes, a verdade é que nem sequer me lembro do nariz dela. Mais, nem sequer me ponho a questão de saber se tinha nariz. Tudo o que recordo é que não era uma grande beleza. Estranho.

- Ontem na rua passei pela rapariga cem por cento perfeita – digo a um rapaz amigo.

- Ai sim? – responde-me ele. – Era muito bonita?

- Nem por isso.

- O teu género, nesse caso?

- Não tenho certeza. Esqueci-me de tudo o que lhe diz respeito, não te sei dizer qual era o formato dos seus olhos, se tinha seios pequenos ou grandes...

- Estranho.

- Podes crer.

- E então? – quis saber o meu interlocutor com um ar sério. – Falaste com ela? Seguiste-a?

- Não, cruzámo-nos e foi tudo.

Ela caminhava vinda de leste em direcção a oeste, e eu seguia o meu caminho de oeste para leste. Estamos a falar de uma manhã de Abril mesmo muito agradável.


Confesso que gostaria de ter chegado à fala com ela. Nem que fosse por uma meia hora, só para ficar a saber qualquer coisa a seu respeito, para dizer quem eu era. E, sobretudo, a fim de explicar as complexas singularidades do destino, que haviam feito com que nos cruzássemos numa rua lateral de Harajuku numa bela manhã de Abril de 1981. De certeza que semelhante encontro só poderia ocultar envolventes segredos, à imagem do mecanismo de um relógio antigo construído na época em que o mundo ainda vivia em paz.

Depois de termos conversado um bocado, poderíamos almoçar qualquer lado, iríamos ver um filme de Woody Allen, de caminho passaríamos pelo bar de um hotel para tomar uma bebida. Com sorte, quem sabe se não acabaríamos na cama juntos.


Semelhante hipótese não deixou de bater à porta do meu coração, confesso.

Entretanto, a distância entre nós os dois ficara reduzida a uma quinzena de metros.

- Bom dia. Posso perguntar-lhe se estaria disposta a conceder-me meia hora para termos uma pequena conversa?

Ridículo. O mais certo era ela pensar que tinha pela frente algum representante de uma companhia de seguros.

- Desculpe, mas por acaso sabe dizer-me se existe alguma lavandaria aberta toda a noite aqui perto?

Pior a emenda do que o soneto. Para começar, nem sequer a roupa suja trazia comigo. Quem é que ia acreditar numa deixa daquelas?

Talvez fosse melhor ir pela verdade.

- Bom dia. Deixe-me dizer-lhe que é a rapariga cem por cento perfeita para mim.

Não, ela não teria acreditado em mim. Ou então, mesmo que tivesse, havia grandes hipóteses de não querer falar comigo. “Talvez eu seja a rapariga cem por cento perfeita para si, mas, desculpe que lhe diga, não vejo em si o homem perfeito.” Poderia muito bem acontecer. E nesse caso o mais provável era eu sentir-me totalmente perdido, ao ponto de nunca recuperar do choque. Tenho trinta e dois anos; tudo somado, é isso que significa envelhecer.


Passámos à frente de uma loja de flores. Um leve sopro de ar tépido acariciou-me a pele. O asfalto do passeio estava húmido, e até mim chegou o perfume das rosas. Não há maneira de me decidir a falar com ela. Trazia uma camisola branca vestida, e, na mão esquerda, um sobrescrito branco ao qual faltava apenas o selo. Quer então dizer que ela tinha escrito a alguém. Mais, que passara a noite a escrever aquela carta, a julgar pelo olhar terrivelmente ensonado. Quem sabe se aquele envelope não encerraria todos os seus segredos?


Dei mais uns passos e, quando me voltei, já ela tinha desaparecido no meio da multidão.

Passado este tempo, naturalmente que sei o que lhe deveria ter dito ao abordá-la. De qualquer modo, levando em conta o tamanho do meu discurso, demasiado longo, não teria funcionado como deve ser. As ideias que me vêm à cabeça revelam-se sempre pouco práticas.

Em todo o caso, o meu discurso poderia ter começado por “era uma vez” e terminado com “uma história muito triste, não acha?”.



Era uma vez um rapaz e uma rapariga que viviam num país distante. O rapaz tinha dezoito anos, a rapariga dezasseis. Não se podia dizer que ele fosse especialmente bonito, e com ela a mesma história. Eram apenas dois jovens solitários, à imagem e semelhança de tantos outros. Com a diferença de que cada um deles acreditava piamente que, algures no mundo, existia o rapaz e rapariga cem por cento perfeitos para eles. Sim, acreditavam num milagre. E o milagre tornou-se realidade.

Um dia, caminhando pela estrada, encontraram-se os dois a meio caminho.

- Espantoso – disse ele. – Tenho andado à tua procura desde que me lembro. Podes não acreditar, mas tu és a rapariga cem por cento perfeita para mim.

- E tu, o rapaz cem por cento perfeito para mim – observou ela. – És exactamente como te imaginava, em tudo. Tenho a impressão de estar a viver um sonho.

Sentaram-se os dois num banco do parque e ficaram horas infinitas a trocar confidências. Já não estavam sozinhos no mundo. Tinham encontrado parceiro, a companhia perfeita, e isso era uma coisa maravilhosa. Uma espécie de milagre que atingia proporções cósmicas.


Porém, enquanto estavam sentados, à conversa, uma pequena, para não dizer pequeníssima, dúvida instalou-se nos seus corações. Seria de esperar que um sonho se tornasse realidade assim tão facilmente?

- Vamos pôr-nos à prova – sugeriu o jovem à rapariga a dado momento, aproveitando uma pausa na conversa. – Se é verdade que somos realmente cem por cento perfeitos um para o outro, de certeza que um dia nos encontraremos de novo em qualquer parte. E quando nos voltarmos a ver, saberemos então que somos feitos um para o outro, na perfeição, e casaremos logo. Estás de acordo?

- Sim, de acordo – respondeu ela – é exactamente isso que devemos fazer.

E foi nesses termos que os dois se separaram e foi cada uma para seu lado; ela partiu em direcção a oriente e ele rumou ao ocidente.


Aquele teste, contudo, anunciava-se absolutamente inútil, e eles nunca o deveriam ter levado por diante. Na medida em que se revelavam de facto perfeitos um para o outro, o seu encontro já tinha sido um verdadeiro milagre. Jovens como eram, porém, não estavam em condições de compreender a situação, e as ondas indiferentes do destino fizeram com que eles se afastassem irremediavelmente.

Certo Inverno, quer o rapaz quer a rapariga apanharam uma terrível gripe que na altura fazia muitas vítimas, e passaram várias semanas entre a vida e a morte. Uma vez recuperados da maleita, verificaram que tinham perdido a memória dos primeiros anos. Quando acordaram, tinham a cabeça mais vazia do que a conta bancária de D. H. Lawrence nos seus tempos de juventude.


Tratando-se de dois jovens inteligentes e corajosos, contudo, mostraram-se capazes de readquirir uma nova consciência e sentimentos novos, o que lhes permitiu recuperarem o lugar a que tinham direito enquanto membros da sociedade. Graças aos deuses, voltaram, quer um quer outro, a ser capazes de apanhar o metro e de mudar de linha, de se dirigirem aos correios a fim de enviarem uma carta registada. E até souberam o que era amar de novo, num ou outro caso com setenta e cinco por cento ou até mesmo oitenta e cinco por cento de êxito.

O tempo passou com uma rapidez impressionante. Entretanto, o rapaz já completara trinta e duas primaveras e a rapariga tinha trinta anos.


Numa bonita manhã de Abril, o rapaz caminhava pelas ruas da cidade, vindo de oeste e em direcção a leste, à procura de um sítio onde pudesse beber um café para começar bem o dia, ao mesmo tempo que a rapariga percorria a rua, mas no sentido de oeste para leste, com o propósito de ir aos correios enviar uma carta urgente. Cruzaram-se a meio caminho. Por um breve momento, o brilho fugaz das recordações perdidas iluminou os seus corações. Tanto um como o outro sentiram o mesmo.

“É a rapariga cem por cento perfeita para mim”, pensou ele.

“É o rapaz cem por cento perfeito para mim”, pensou ela.

O fulgor das suas memórias, todavia, era demasiado ténue, da mesma forma que os pensamentos não possuíam a clareza de catorze anos antes. Passaram ao lado um do outro sem trocar palavra, e desapareceram por entre a multidão em direcções opostas, para sempre.

Uma história triste, não lhe parece?


Sim, era isso mesmo que eu lhe devia ter dito.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Brother Where Art Thou

Um acompanhamento musical perfeito a acompanhar esta história baseada na Odisseia de Homero

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um clássico do cinema japonês

Neste vídeo, Roger Ebert, o famoso crítico de cinema, analisa um clássico da animação japonesa - Grave of the Fireflies. Não estava a contar com uma crítica tão interessante:

domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

On seeing the 100% perfect girl one beautiful April morning


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On seeing the 100% perfect girl one beautiful April morning

One beautiful April morning, on a narrow side street in Tokyo's fashionable Harujuku neighborhood, I walked past the 100% perfect girl.

Tell you the truth, she's not that good-looking. She doesn't stand out in any way. Her clothes are nothing special. The back of her hair is still bent out of shape from sleep. She isn't young, either - must be near thirty, not even close to a "girl," properly speaking. But still, I know from fifty yards away: She's the 100% perfect girl for me. The moment I see her, there's a rumbling in my chest, and my mouth is as dry as a desert.

Maybe you have your own particular favorite type of girl - one with slim ankles, say, or big eyes, or graceful fingers, or you're drawn for no good reason to girls who take their time with every meal. I have my own preferences, of course. Sometimes in a restaurant I'll catch myself staring at the girl at the next table to mine because I like the shape of her nose.

But no one can insist that his 100% perfect girl correspond to some preconceived type. Much as I like noses, I can't recall the shape of hers - or even if she had one. All I can remember for sure is that she was no great beauty. It's weird.

"Yesterday on the street I passed the 100% girl," I tell someone.

"Yeah?" he says. "Good-looking?"

"Not really."

"Your favorite type, then?"

"I don't know. I can't seem to remember anything about her - the shape of her eyes or the size of her breasts."

"Strange."

"Yeah. Strange."

"So anyhow," he says, already bored, "what did you do? Talk to her? Follow her?"

"Nah. Just passed her on the street."

She's walking east to west, and I west to east. It's a really nice April morning.

Wish I could talk to her. Half an hour would be plenty: just ask her about herself, tell her about myself, and - what I'd really like to do - explain to her the complexities of fate that have led to our passing each other on a side street in Harajuku on a beautiful April morning in 1981. This was something sure to be crammed full of warm secrets, like an antique clock build when peace filled the world.

After talking, we'd have lunch somewhere, maybe see a Woody Allen movie, stop by a hotel bar for cocktails. With any kind of luck, we might end up in bed.

Potentiality knocks on the door of my heart.

Now the distance between us has narrowed to fifteen yards.

How can I approach her? What should I say?

"Good morning, miss. Do you think you could spare half an hour for a little conversation?"

Ridiculous. I'd sound like an insurance salesman.

"Pardon me, but would you happen to know if there is an all-night cleaners in the neighborhood?"

No, this is just as ridiculous. I'm not carrying any laundry, for one thing. Who's going to buy a line like that?

Maybe the simple truth would do. "Good morning. You are the 100% perfect girl for me."

No, she wouldn't believe it. Or even if she did, she might not want to talk to me. Sorry, she could say, I might be the 100% perfect girl for you, but you're not the 100% boy for me. It could happen. And if I found myself in that situation, I'd probably go to pieces. I'd never recover from the shock. I'm thirty-two, and that's what growing older is all about.

We pass in front of a flower shop. A small, warm air mass touches my skin. The asphalt is damp, and I catch the scent of roses. I can't bring myself to speak to her. She wears a white sweater, and in her right hand she holds a crisp white envelope lacking only a stamp. So: She's written somebody a letter, maybe spent the whole night writing, to judge from the sleepy look in her eyes. The envelope could contain every secret she's ever had.

I take a few more strides and turn: She's lost in the crowd.

Now, of course, I know exactly what I should have said to her. It would have been a long speech, though, far too long for me to have delivered it properly. The ideas I come up with are never very practical.

Oh, well. It would have started "Once upon a time" and ended "A sad story, don't you think?"

Once upon a time, there lived a boy and a girl. The boy was eighteen and the girl sixteen. He was not unusually handsome, and she was not especially beautiful. They were just an ordinary lonely boy and an ordinary lonely girl, like all the others. But they believed with their whole hearts that somewhere in the world there lived the 100% perfect boy and the 100% perfect girl for them. Yes, they believed in a miracle. And that miracle actually happened.

One day the two came upon each other on the corner of a street.

"This is amazing," he said. "I've been looking for you all my life. You may not believe this, but you're the 100% perfect girl for me."

"And you," she said to him, "are the 100% perfect boy for me, exactly as I'd pictured you in every detail. It's like a dream."

They sat on a park bench, held hands, and told each other their stories hour after hour. They were not lonely anymore. They had found and been found by their 100% perfect other. What a wonderful thing it is to find and be found by your 100% perfect other. It's a miracle, a cosmic miracle.

As they sat and talked, however, a tiny, tiny sliver of doubt took root in their hearts: Was it really all right for one's dreams to come true so easily?

And so, when there came a momentary lull in their conversation, the boy said to the girl, "Let's test ourselves - just once. If we really are each other's 100% perfect lovers, then sometime, somewhere, we will meet again without fail. And when that happens, and we know that we are the 100% perfect ones, we'll marry then and there. What do you think?"

"Yes," she said, "that is exactly what we should do."

And so they parted, she to the east, and he to the west.

The test they had agreed upon, however, was utterly unnecessary. They should never have undertaken it, because they really and truly were each other's 100% perfect lovers, and it was a miracle that they had ever met. But it was impossible for them to know this, young as they were. The cold, indifferent waves of fate proceeded to toss them unmercifully.

One winter, both the boy and the girl came down with the season's terrible inluenza, and after drifting for weeks between life and death they lost all memory of their earlier years. When they awoke, their heads were as empty as the young D. H. Lawrence's piggy bank.

They were two bright, determined young people, however, and through their unremitting efforts they were able to acquire once again the knowledge and feeling that qualified them to return as full-fledged members of society. Heaven be praised, they became truly upstanding citizens who knew how to transfer from one subway line to another, who were fully capable of sending a special-delivery letter at the post office. Indeed, they even experienced love again, sometimes as much as 75% or even 85% love.

Time passed with shocking swiftness, and soon the boy was thirty-two, the girl thirty.

One beautiful April morning, in search of a cup of coffee to start the day, the boy was walking from west to east, while the girl, intending to send a special-delivery letter, was walking from east to west, but along the same narrow street in the Harajuku neighborhood of Tokyo. They passed each other in the very center of the street. The faintest gleam of their lost memories glimmered for the briefest moment in their hearts. Each felt a rumbling in their chest. And they knew:

She is the 100% perfect girl for me.

He is the 100% perfect boy for me.

But the glow of their memories was far too weak, and their thoughts no longer had the clarity of fouteen years earlier. Without a word, they passed each other, disappearing into the crowd. Forever.

A sad story, don't you think?

Yes, that's it, that is what I should have said to her.

"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Blade Runner

"I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I've watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in the rain. Time to die."

Roy Batty

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

We Used to Wait


A minha música preferida do novo álbum dos Arcade Fire, The Suburbs. Este concerto teve lugar no Madison Square Garden e o vídeo foi realizado por Terry Gilliam (Monty Python and the Holy Grail, Brazil, Twelve Monkeys).

The Suburbs é o terceiro álbum da banda e foi lançado no início de Agosto. Muita gente tem dito que não é tão bom como os discos anteriores mas, depois de ouvir várias vezes, eu acho que banda conseguiu criar algo especial (novamente). Mantém a alma e energia que os caracteriza, ao mesmo tempo que explora novas sonoridades. Não é um novo Funeral, mas é um álbum bastante sólido.
Talvez tenham jogado um pouco pelo seguro desta vez, mas não fiquei desiludido. Aliás, eu gosto particularmente das letras que o Win Butler escreveu sobre a vida nos subúrbios.

Outras faixas que recomendo:
Empty Room
City With No Children
Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)

sábado, 21 de agosto de 2010

Valhalla Rising


Sabem aqueles filmes visualmente soberbos, com fotografia genial e paisagens belíssimas?
Este "Valhalla Rising",do dinamarquês Nicolas Winding Refn, é um épico minimalista, com tendências arthouse ( daí ser excelente a nível visual ) e um argumento esquelético.Infelizmente...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Black Swan

Isto promete...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford


"Yeah, just ain't no peace with old Jesse around. You ought to pity my poor wife"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dropbox,the new shit!!


Aqui está algo que dá mesmo muito jeito e melhor a ainda é de borla.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Oh hi Mark."

Cena clássica do épico chunga "The Room". Para quem não conhece a história, friso a sua complexidade, aqui vai: a Lisa e o Johnny estão noivos, mas a Lisa afinal está farta do Johnny e começa a enganá-lo com o seu melhor amigo, Mark. Primeiro, inventa que ele lhe andou a bater. Quando o Johnny descobre fica "furioso" e vai para o telhado desabafar com Mark.

Preparem-se:

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Youth In Revolt


Parece que o lado negro do Michael Cera gosta de bigodes.

sábado, 7 de agosto de 2010

Da Escócia com Amor parte-3


De acordo com o Pereira são os novos Biffy Clyro, será?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Red (2010)


Helen Mirren com uma arma!? Isto vai ser interessante!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Se isto é um Homem - Primo Levi


Um livro chocante sobre uma vivência traumatizada. Primo Levi retrata-nos um quadro de horrores sobre o quotidiano de uma vida difícil, em situações extremamente precárias, num campo de concentração.

Conta-nos como ele próprio sobreviveu e os pecados que teve de fazer para consegui-lo, dando-nos também a conhecer os outros habitantes do campo, os que não tiveram o necessário para sobreviver e os que tinham os seus próprios métodos para o conseguir, tais como cair nas graças dos soldados nazis ou então abusar do poder e roubar os mais fracos e desfavorecidos.

Um livro que mostra as desgraças que os humanos conseguem criar e os sofrimentos que conseguem causar uns aos outros, cicatrizando para sempre as pessoas que tiveram que passar por tal, pois, apesar de alguns terem conseguido sair das garras do campo de concentração, as sombras destas memórias nunca os abandonaram, tendo o próprio Primo Levi acabado por suicidar-se, citando Elie Wiesel (escritor e sobrevivente dos campos de concentração) "Primo Levi morreu em Auschwitz quarenta anos depois."

Desgraça

Substituam "ytmnd" por "Art is fucking dead". Pois...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Twilight hunter"


Tinha de partilhar isto convosco...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hong Xi Guan (1977)

Um dos clássicos filmes de kung-fu com a participação de Chen Kuan Tai. Passou no outro dia no MOV e apesar de ser hilariante em certos aspectos (efeitos sonoros ao rubro!), entreteve-me até ao fim. Também conhecido como Executioners From Shaolin, serviu de inspiração para Kill Bill.

domingo, 4 de julho de 2010

Da Escócia com Amor parte-2



Adoro a música destes simpáticos rapazes recomendo mesmo que vão a www.myspace.com/eldogmusic

sábado, 3 de julho de 2010

Top 10 - Bandas Sonoras Originais de Jogos (10-6)

Há muito boa gente que não leva a música dos videojogos a sério. No entanto, a existência de concertos como o Video Games Live prova que a música é uma parte vital de um tipo de entretenimento que não vive apenas da nostalgia de quem os joga, embora esse seja um factor determinante.
Eu sou um grande fã e colecciono aquelas que consigo arranjar. Honestamente, existe música extraordinária que a maioria das pessoas não conhece e eu vou tentar dar aqui alguns exemplos do que melhor há na indústria na minha opinião:

10. Mega Man 2: Começo numa onda retro. Mega Man é daquele tipo de séries que eu volta e meia jogo só para ouvir a banda sonora. É incrível como apesar das limitações da NES a Capcom conseguiu criar músicas assim. São as composições 8-bit mais complexas que conheço. São tão boas que eu nem quero ouvir versões mais "avançadas" uma vez que isso até lhes retiraria algum do charme que mantêm até hoje. O seu impacto foi tanto que até o Mega Man 10, lançado este ano, adoptou o mesmo estilo.
Dr. Wily Stage 1
Metal Man Stage
Bubble Man Stage

9. Ape Escape: A banda sonora de Ape Escape não costuma aparecer nas listas das melhores OSTs de sempre, mas na minha tem de estar. Foi o trabalho de Soichi Terada que me introduziu o Drum and Bass que eu tanto gosto. É um estilo que não se costuma ouvir muito em videojogos, o que é uma pena. Sempre que ouço lembro-me de Ape Escape e da era da Playstation 1.
Time Station
Medieval Mayhem - Crumbling Castle
Inside Dexter's Body

8. Sonic the Hedgehog 2: Foi difícil escolher a melhor banda sonora da série Sonic do tempo da Mega Drive, mas o segundo jogo acabou por sobressair. Fartei-me de jogar e penso que foi pico da série. Dos jogos que escolhi, este talvez seja o que mais deve à nostalgia para chegar a este top 10, mas não deixa de ser uma fantástica banda sonora. As músicas são simples, mas são tão catchy que é difícil resistir.
Chemical Plant Zone
Metropolis Zone
Emerald Hill Zone (1- Player)

7. Metal Gear Solid: Quando comecei a fazer este top pensei que o meu jogo preferido ficasse no pódio, mas curiosamente acabou em sétimo. De qualquer forma a banda sonora é brutal e foi das primeiras que eu quis mesmo comprar. Tem apenas cerca de 20 músicas, mas são todas memoráveis. Goza também do estatuto de ter o melhor "ending theme" que eu alguma vez ouvi.
The Best Is Yet To Come (o tal)
Metal Gear Solid Main Theme
Duel

6. Timesplitters 2: Outra banda sonora que eu honestamente não percebo como é que não é mais apreciada. É tão variada e complementa perfeitamente os níveis. Para um jogo tão over the top, as músicas não podiam ser mais perfeitas. Eu joguei tanto com os meus amigos que as músicas do Graeme Norgate ficaram marcadas na minha memória. Talvez seja a OST mais underrated de todas as deste top.
NeoTokyo Theme
Chicago Theme
Return To Planet X Theme

To be continued...