quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pois é...




"Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os ares Suecos



Um som que apaixonou-me de imediato

Jóhann Jóhannsson + Iskra String Quartet @ Teatro Maria Matos

Gelo em Lisboa, numa noite de Outono.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010



“Much unhappiness has come into the world because of bewilderment and things left unsaid.”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Futuro

Skagos/Addaura/Fell Voices/Ash Borer/Sleepwalker/Lake of Blood/Panopticon/Alda/Wake/Tomhet/Wheels Within Wheels/

google it

domingo, 19 de setembro de 2010

Templo dos Jogos

Quem é que se lembra do Templo dos Jogos?

Era a minha principal fonte de informação sobre jogos nos anos 90. Eu esperava ansiosamente pelo fim da semana para poder ver o programa e adorava cada minuto. Nunca mais me esqueço da análise do Super Mario 64 - foi o 1º jogo que teve 100%.

Apesar do péssimo argumento, eu continuo a achar que é melhor que o Insert Coin e afins. A nostalgia tem destas coisas.





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

On Repeat: Big Star



Uma das várias bandas que descobri graças ao House.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Para os Facebookianos

O nosso rico blog agora está ligado ao facebook por isso meus caros viciados,toca a carregar no botão Like,aqui mesmo na parte superior esquerda e promover o blog.

Embrulha

sábado, 11 de setembro de 2010

O primo feio do punk rock

Wormrot
Singapura
2007-
Abuse LP - 2010

Caótico mas preciso, técnico mas cheio de pica.3 gajos de Singapura lançaram em 2010 um dos poucos álbuns de grindcore que ouço de inicio ao fim...


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A rapariga cem por cento perfeita - Haruki Murakami

Ao contrário do Pereira,eu preocupo-me em por as coisas em português.

Numa bela manhã de Abril, cruzei-me com a rapariga cem por cento perfeita ao passar por uma rua menos movimentada do cosmopolita bairro de Harajuku, no centro de Tóquio.

Para dizer a verdade, ela não era assim tão bonita quanto isso, nem se pode dizer que fosse chamativa. A roupa que trazia vestida não tinha nada de especial. A parte de trás dos cabelos, junto à nuca, ainda apresentava marcas de quem acabara de se levantar da cama. Também não era propriamente nova - devia ter os seus trinta anos, daí que talvez já não fosse correcto chamar-lhe rapariga. Mesmo assim, ainda nos separavam cinquenta metros e já eu tinha percebido que era ela a miúda cem por cento perfeita para mim. A partir do momento em que a vi, o meu coração começou a vibrar como se estivesse a haver um tremor de terra e a minha boca ficou seca como a areia de um deserto.


É provável que cada um tenho o seu tipo particular de rapariga. Alguns gostam delas estreitas de anca, por exemplo, com olhos grandes ou com mãos elegantes, outros ainda sentem-se atraídos, vá lá uma pessoa saber porquê, por aquelas jovens que saboreiam vagarosamente a comida à refeição. Também eu tenho as minhas preferências. No restaurante, acontece-me por vezes ficar fascinado a olhar para o nariz da rapariga sentada na mesa ao lado.

O certo é que ninguém pode dizer a que corresponde a tal rapariga cem por cento perfeita. Por mais que eu me sinta atraído por narizes, a verdade é que nem sequer me lembro do nariz dela. Mais, nem sequer me ponho a questão de saber se tinha nariz. Tudo o que recordo é que não era uma grande beleza. Estranho.

- Ontem na rua passei pela rapariga cem por cento perfeita – digo a um rapaz amigo.

- Ai sim? – responde-me ele. – Era muito bonita?

- Nem por isso.

- O teu género, nesse caso?

- Não tenho certeza. Esqueci-me de tudo o que lhe diz respeito, não te sei dizer qual era o formato dos seus olhos, se tinha seios pequenos ou grandes...

- Estranho.

- Podes crer.

- E então? – quis saber o meu interlocutor com um ar sério. – Falaste com ela? Seguiste-a?

- Não, cruzámo-nos e foi tudo.

Ela caminhava vinda de leste em direcção a oeste, e eu seguia o meu caminho de oeste para leste. Estamos a falar de uma manhã de Abril mesmo muito agradável.


Confesso que gostaria de ter chegado à fala com ela. Nem que fosse por uma meia hora, só para ficar a saber qualquer coisa a seu respeito, para dizer quem eu era. E, sobretudo, a fim de explicar as complexas singularidades do destino, que haviam feito com que nos cruzássemos numa rua lateral de Harajuku numa bela manhã de Abril de 1981. De certeza que semelhante encontro só poderia ocultar envolventes segredos, à imagem do mecanismo de um relógio antigo construído na época em que o mundo ainda vivia em paz.

Depois de termos conversado um bocado, poderíamos almoçar qualquer lado, iríamos ver um filme de Woody Allen, de caminho passaríamos pelo bar de um hotel para tomar uma bebida. Com sorte, quem sabe se não acabaríamos na cama juntos.


Semelhante hipótese não deixou de bater à porta do meu coração, confesso.

Entretanto, a distância entre nós os dois ficara reduzida a uma quinzena de metros.

- Bom dia. Posso perguntar-lhe se estaria disposta a conceder-me meia hora para termos uma pequena conversa?

Ridículo. O mais certo era ela pensar que tinha pela frente algum representante de uma companhia de seguros.

- Desculpe, mas por acaso sabe dizer-me se existe alguma lavandaria aberta toda a noite aqui perto?

Pior a emenda do que o soneto. Para começar, nem sequer a roupa suja trazia comigo. Quem é que ia acreditar numa deixa daquelas?

Talvez fosse melhor ir pela verdade.

- Bom dia. Deixe-me dizer-lhe que é a rapariga cem por cento perfeita para mim.

Não, ela não teria acreditado em mim. Ou então, mesmo que tivesse, havia grandes hipóteses de não querer falar comigo. “Talvez eu seja a rapariga cem por cento perfeita para si, mas, desculpe que lhe diga, não vejo em si o homem perfeito.” Poderia muito bem acontecer. E nesse caso o mais provável era eu sentir-me totalmente perdido, ao ponto de nunca recuperar do choque. Tenho trinta e dois anos; tudo somado, é isso que significa envelhecer.


Passámos à frente de uma loja de flores. Um leve sopro de ar tépido acariciou-me a pele. O asfalto do passeio estava húmido, e até mim chegou o perfume das rosas. Não há maneira de me decidir a falar com ela. Trazia uma camisola branca vestida, e, na mão esquerda, um sobrescrito branco ao qual faltava apenas o selo. Quer então dizer que ela tinha escrito a alguém. Mais, que passara a noite a escrever aquela carta, a julgar pelo olhar terrivelmente ensonado. Quem sabe se aquele envelope não encerraria todos os seus segredos?


Dei mais uns passos e, quando me voltei, já ela tinha desaparecido no meio da multidão.

Passado este tempo, naturalmente que sei o que lhe deveria ter dito ao abordá-la. De qualquer modo, levando em conta o tamanho do meu discurso, demasiado longo, não teria funcionado como deve ser. As ideias que me vêm à cabeça revelam-se sempre pouco práticas.

Em todo o caso, o meu discurso poderia ter começado por “era uma vez” e terminado com “uma história muito triste, não acha?”.



Era uma vez um rapaz e uma rapariga que viviam num país distante. O rapaz tinha dezoito anos, a rapariga dezasseis. Não se podia dizer que ele fosse especialmente bonito, e com ela a mesma história. Eram apenas dois jovens solitários, à imagem e semelhança de tantos outros. Com a diferença de que cada um deles acreditava piamente que, algures no mundo, existia o rapaz e rapariga cem por cento perfeitos para eles. Sim, acreditavam num milagre. E o milagre tornou-se realidade.

Um dia, caminhando pela estrada, encontraram-se os dois a meio caminho.

- Espantoso – disse ele. – Tenho andado à tua procura desde que me lembro. Podes não acreditar, mas tu és a rapariga cem por cento perfeita para mim.

- E tu, o rapaz cem por cento perfeito para mim – observou ela. – És exactamente como te imaginava, em tudo. Tenho a impressão de estar a viver um sonho.

Sentaram-se os dois num banco do parque e ficaram horas infinitas a trocar confidências. Já não estavam sozinhos no mundo. Tinham encontrado parceiro, a companhia perfeita, e isso era uma coisa maravilhosa. Uma espécie de milagre que atingia proporções cósmicas.


Porém, enquanto estavam sentados, à conversa, uma pequena, para não dizer pequeníssima, dúvida instalou-se nos seus corações. Seria de esperar que um sonho se tornasse realidade assim tão facilmente?

- Vamos pôr-nos à prova – sugeriu o jovem à rapariga a dado momento, aproveitando uma pausa na conversa. – Se é verdade que somos realmente cem por cento perfeitos um para o outro, de certeza que um dia nos encontraremos de novo em qualquer parte. E quando nos voltarmos a ver, saberemos então que somos feitos um para o outro, na perfeição, e casaremos logo. Estás de acordo?

- Sim, de acordo – respondeu ela – é exactamente isso que devemos fazer.

E foi nesses termos que os dois se separaram e foi cada uma para seu lado; ela partiu em direcção a oriente e ele rumou ao ocidente.


Aquele teste, contudo, anunciava-se absolutamente inútil, e eles nunca o deveriam ter levado por diante. Na medida em que se revelavam de facto perfeitos um para o outro, o seu encontro já tinha sido um verdadeiro milagre. Jovens como eram, porém, não estavam em condições de compreender a situação, e as ondas indiferentes do destino fizeram com que eles se afastassem irremediavelmente.

Certo Inverno, quer o rapaz quer a rapariga apanharam uma terrível gripe que na altura fazia muitas vítimas, e passaram várias semanas entre a vida e a morte. Uma vez recuperados da maleita, verificaram que tinham perdido a memória dos primeiros anos. Quando acordaram, tinham a cabeça mais vazia do que a conta bancária de D. H. Lawrence nos seus tempos de juventude.


Tratando-se de dois jovens inteligentes e corajosos, contudo, mostraram-se capazes de readquirir uma nova consciência e sentimentos novos, o que lhes permitiu recuperarem o lugar a que tinham direito enquanto membros da sociedade. Graças aos deuses, voltaram, quer um quer outro, a ser capazes de apanhar o metro e de mudar de linha, de se dirigirem aos correios a fim de enviarem uma carta registada. E até souberam o que era amar de novo, num ou outro caso com setenta e cinco por cento ou até mesmo oitenta e cinco por cento de êxito.

O tempo passou com uma rapidez impressionante. Entretanto, o rapaz já completara trinta e duas primaveras e a rapariga tinha trinta anos.


Numa bonita manhã de Abril, o rapaz caminhava pelas ruas da cidade, vindo de oeste e em direcção a leste, à procura de um sítio onde pudesse beber um café para começar bem o dia, ao mesmo tempo que a rapariga percorria a rua, mas no sentido de oeste para leste, com o propósito de ir aos correios enviar uma carta urgente. Cruzaram-se a meio caminho. Por um breve momento, o brilho fugaz das recordações perdidas iluminou os seus corações. Tanto um como o outro sentiram o mesmo.

“É a rapariga cem por cento perfeita para mim”, pensou ele.

“É o rapaz cem por cento perfeito para mim”, pensou ela.

O fulgor das suas memórias, todavia, era demasiado ténue, da mesma forma que os pensamentos não possuíam a clareza de catorze anos antes. Passaram ao lado um do outro sem trocar palavra, e desapareceram por entre a multidão em direcções opostas, para sempre.

Uma história triste, não lhe parece?


Sim, era isso mesmo que eu lhe devia ter dito.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Brother Where Art Thou

Um acompanhamento musical perfeito a acompanhar esta história baseada na Odisseia de Homero

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um clássico do cinema japonês

Neste vídeo, Roger Ebert, o famoso crítico de cinema, analisa um clássico da animação japonesa - Grave of the Fireflies. Não estava a contar com uma crítica tão interessante:

domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

On seeing the 100% perfect girl one beautiful April morning


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On seeing the 100% perfect girl one beautiful April morning

One beautiful April morning, on a narrow side street in Tokyo's fashionable Harujuku neighborhood, I walked past the 100% perfect girl.

Tell you the truth, she's not that good-looking. She doesn't stand out in any way. Her clothes are nothing special. The back of her hair is still bent out of shape from sleep. She isn't young, either - must be near thirty, not even close to a "girl," properly speaking. But still, I know from fifty yards away: She's the 100% perfect girl for me. The moment I see her, there's a rumbling in my chest, and my mouth is as dry as a desert.

Maybe you have your own particular favorite type of girl - one with slim ankles, say, or big eyes, or graceful fingers, or you're drawn for no good reason to girls who take their time with every meal. I have my own preferences, of course. Sometimes in a restaurant I'll catch myself staring at the girl at the next table to mine because I like the shape of her nose.

But no one can insist that his 100% perfect girl correspond to some preconceived type. Much as I like noses, I can't recall the shape of hers - or even if she had one. All I can remember for sure is that she was no great beauty. It's weird.

"Yesterday on the street I passed the 100% girl," I tell someone.

"Yeah?" he says. "Good-looking?"

"Not really."

"Your favorite type, then?"

"I don't know. I can't seem to remember anything about her - the shape of her eyes or the size of her breasts."

"Strange."

"Yeah. Strange."

"So anyhow," he says, already bored, "what did you do? Talk to her? Follow her?"

"Nah. Just passed her on the street."

She's walking east to west, and I west to east. It's a really nice April morning.

Wish I could talk to her. Half an hour would be plenty: just ask her about herself, tell her about myself, and - what I'd really like to do - explain to her the complexities of fate that have led to our passing each other on a side street in Harajuku on a beautiful April morning in 1981. This was something sure to be crammed full of warm secrets, like an antique clock build when peace filled the world.

After talking, we'd have lunch somewhere, maybe see a Woody Allen movie, stop by a hotel bar for cocktails. With any kind of luck, we might end up in bed.

Potentiality knocks on the door of my heart.

Now the distance between us has narrowed to fifteen yards.

How can I approach her? What should I say?

"Good morning, miss. Do you think you could spare half an hour for a little conversation?"

Ridiculous. I'd sound like an insurance salesman.

"Pardon me, but would you happen to know if there is an all-night cleaners in the neighborhood?"

No, this is just as ridiculous. I'm not carrying any laundry, for one thing. Who's going to buy a line like that?

Maybe the simple truth would do. "Good morning. You are the 100% perfect girl for me."

No, she wouldn't believe it. Or even if she did, she might not want to talk to me. Sorry, she could say, I might be the 100% perfect girl for you, but you're not the 100% boy for me. It could happen. And if I found myself in that situation, I'd probably go to pieces. I'd never recover from the shock. I'm thirty-two, and that's what growing older is all about.

We pass in front of a flower shop. A small, warm air mass touches my skin. The asphalt is damp, and I catch the scent of roses. I can't bring myself to speak to her. She wears a white sweater, and in her right hand she holds a crisp white envelope lacking only a stamp. So: She's written somebody a letter, maybe spent the whole night writing, to judge from the sleepy look in her eyes. The envelope could contain every secret she's ever had.

I take a few more strides and turn: She's lost in the crowd.

Now, of course, I know exactly what I should have said to her. It would have been a long speech, though, far too long for me to have delivered it properly. The ideas I come up with are never very practical.

Oh, well. It would have started "Once upon a time" and ended "A sad story, don't you think?"

Once upon a time, there lived a boy and a girl. The boy was eighteen and the girl sixteen. He was not unusually handsome, and she was not especially beautiful. They were just an ordinary lonely boy and an ordinary lonely girl, like all the others. But they believed with their whole hearts that somewhere in the world there lived the 100% perfect boy and the 100% perfect girl for them. Yes, they believed in a miracle. And that miracle actually happened.

One day the two came upon each other on the corner of a street.

"This is amazing," he said. "I've been looking for you all my life. You may not believe this, but you're the 100% perfect girl for me."

"And you," she said to him, "are the 100% perfect boy for me, exactly as I'd pictured you in every detail. It's like a dream."

They sat on a park bench, held hands, and told each other their stories hour after hour. They were not lonely anymore. They had found and been found by their 100% perfect other. What a wonderful thing it is to find and be found by your 100% perfect other. It's a miracle, a cosmic miracle.

As they sat and talked, however, a tiny, tiny sliver of doubt took root in their hearts: Was it really all right for one's dreams to come true so easily?

And so, when there came a momentary lull in their conversation, the boy said to the girl, "Let's test ourselves - just once. If we really are each other's 100% perfect lovers, then sometime, somewhere, we will meet again without fail. And when that happens, and we know that we are the 100% perfect ones, we'll marry then and there. What do you think?"

"Yes," she said, "that is exactly what we should do."

And so they parted, she to the east, and he to the west.

The test they had agreed upon, however, was utterly unnecessary. They should never have undertaken it, because they really and truly were each other's 100% perfect lovers, and it was a miracle that they had ever met. But it was impossible for them to know this, young as they were. The cold, indifferent waves of fate proceeded to toss them unmercifully.

One winter, both the boy and the girl came down with the season's terrible inluenza, and after drifting for weeks between life and death they lost all memory of their earlier years. When they awoke, their heads were as empty as the young D. H. Lawrence's piggy bank.

They were two bright, determined young people, however, and through their unremitting efforts they were able to acquire once again the knowledge and feeling that qualified them to return as full-fledged members of society. Heaven be praised, they became truly upstanding citizens who knew how to transfer from one subway line to another, who were fully capable of sending a special-delivery letter at the post office. Indeed, they even experienced love again, sometimes as much as 75% or even 85% love.

Time passed with shocking swiftness, and soon the boy was thirty-two, the girl thirty.

One beautiful April morning, in search of a cup of coffee to start the day, the boy was walking from west to east, while the girl, intending to send a special-delivery letter, was walking from east to west, but along the same narrow street in the Harajuku neighborhood of Tokyo. They passed each other in the very center of the street. The faintest gleam of their lost memories glimmered for the briefest moment in their hearts. Each felt a rumbling in their chest. And they knew:

She is the 100% perfect girl for me.

He is the 100% perfect boy for me.

But the glow of their memories was far too weak, and their thoughts no longer had the clarity of fouteen years earlier. Without a word, they passed each other, disappearing into the crowd. Forever.

A sad story, don't you think?

Yes, that's it, that is what I should have said to her.

"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Blade Runner

"I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I've watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in the rain. Time to die."

Roy Batty