terça-feira, 30 de junho de 2009

Dia 18- R de Refused



Banda : Refused
Género: punk/hc ( inicio de carreira ) ; punk/experimental/post-hardcore
Origem: Umea , Suécia
1991-1998

Finalmente, chega o "R" de Refused. Foram os Refused quem baptizaram o nosso/vosso blogue. A faixa "Refused are Fucking Dead", do ( genial ) "The Shape of Punk to Come", e o documentario com o mesmo nome são, ou deviam, ser inspiração para todos. Apesar de terem desaparecido bem antes do meu tempo enquanto fanático musical , estes suecos deixaram um legado invejável. Vou debruçar-me quase exclusivamente sobre o "...punk to come", porque é o que conheço melhor. Numa palavra ? Revolucionário. Numa altura em que o punk mais mainstream se limitava ao pop-punk norte-americano, Refused trouxeram a atitude do underground para um som estranhamente apelativo, que foi capaz de sobreviver até aos dias de hoje com um reconhecimento ímpar. Muitas das letras são autênticos discursos políticos ; a banda não esconde as fortes influencias comunistas e... anarquistas. As partes techno/drum n bass aparecem de forma inesperada, causando uns quantos "wtf..." mas imaginem os cojones essas partes exigem. Todo aquele show, aquela atitude, a atitude "quero é que as regras se... lixem". Lá cojones estes senhores tinham. Mais do que todas as bandas de punk mainstream actual juntas.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dia 17- Q de Quo Vadis


Banda : Quo Vadis
Género: prog/melodic death metal
Origem: Montreal, Canada
1993-

Não sei o que dizer sobre estes gajos, sinceramente. Tocam bem? Tocam sim senhor. Mas não são nem das minhas bandas favoritas, nem lá perto. Alias, conheço meia dúzia de bandas cujo nome começa por "Q". Mas dentro dessas, Quo Vadis são os melhores. Um detalhe : tal como a banda do dia 16 ( Protest the Hero ), também são canadianos.



Evento: FUPO 09

Decorreu ontem, no Parque Tejo, a edição deste ano do FUPO. Este é um evento de Cosplay que já existe desde 2005, mas que este ano mudou-se para a zona do Parque das Nações.

Os eventos de Cosplay são encontros de fãs de anime, manga, comics, filmes e videojogos, onde as pessoas vão vestidas a rigor com os fatos das suas personagens preferidas. O objectivo é o convívio, onde cada um mostra os seus fatos, muitas vezes feitos pelas próprias pessoas. A expressão FUPO significa "Feitos Um Para o Outro", pois pretende-se que haja desfiles de pares e não apenas individuais. Aqui ficam os vencedores nas várias categorias:

»Lobo Solitário (desfile individual): Yuffie (Final Fantasy VII)


»Melhor Dupla/Par (da mesma série): Naruto e Hinata (Naruto)


»Melhor Par Inventado (de series diferentes): Light Yagami (Death Note) e Haruhi Suzumiya (The Melancholy of Haruhi Suzumiya)


Eu, Tu e o Emplastro (há alguém que não se enquadra): Excel Saga com Nana



Outros:

Kakashi (Naruto)


Naruto (Naruto)


Eruka Frog (Soul Eater)


Lucy (Elfen Lied)


Zabuza (Naruto)


Maka Albarn (Soul Eater)


Riku (Kingdom Hearts)


Sanosuke (Rurouni Kenshin)


Juliet e Romeo (Romeo X Juliet)


Light Yagami e L (Death Note)


Cooking Mama e Megaman


Foi uma tarde recheada de boa disposição e de bons fatos. A afluência de pessoas foi bastante mais elevada do que estava à espera e fiquei supreendido por haver tantos fãs de Cosplay em Portugal.
O local escolhido foi bastante agradável, embora a chuva tenha marcado presença depois do desfile. Para o ano em princípio há mais e, quem sabe, talvez faça um fato para participar também.

Para mais informações:
Site Oficial
Outras imagens

sexta-feira, 26 de junho de 2009

RIP Michael Jackson (1958-2009)


Música: Thriller
Álbum: Thriller
Ano: 1984


Música: Smooth Criminal
Álbum: Bad
Ano: 1988

O rei do pop morreu. Espero que as pessoas se lembrem dele pelas suas músicas e passos de dança fantásticos, não pela sua vida privada. Ele marcou uma época e mudou a música para sempre, deve ser relembrado por isso.

Rest in peace.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Entrevista : Agent Fresco

Voltamos à conversa com bandas da gélida Islândia, desta vez Agent Fresco. Já falei deles cá no blogue : são um quarteto muito jovem, formado em 2008, que se estreou com o EP "Lightbulb universe" no mesmo ano. A recepção foi brutal: a banda foi nomeada para vários premios ( Icelandic Music Awards ) lá na ilha, e, como eu acho que as coisas boas devem ser partilhadas por todos, achei que já era tempo de tirar a exclusividade à Islândia, no que toca à Agent Fresco. E sim, Vitor Bruno Pereira = Gerry Miroux, dai me tratarem por Gerry na entrevista.

Pereira - Please introduce yourself and describe what Agent Fresco is all about.

Agent Fresco - (Arnór) Good day to you Gerry! We are all together here at the rehearsal space and are happy to answer your questions! We are Arnor (Vocals) Borgþór (Bassist), Hrafnkell (Drums) and Þórarinn (Guitarist) and Agent Fresco is all about a passion for performing and expressing ourselves.

P- Agent Fresco is quite an original name for a band; its not easy to relate it to any musical genre. Where did you get the name?

(Arnór) I guess that you kind of answered the question by asking it. We just wanted a name that wouldn't really "stamp" us on any genre right away, cause we enjoy the freedom and luxury of surprising listeners and our own ears.
The name though will forever stay a secret, sorry! It's in my belief that the music shapes the name, so somehow, you really don't need to know more.

P- Your debut Ep, "Lightbulb Universe", had a great reception. Were you expecting to have your music recognized so quickly? (congrats on the "best new act" award, at the Icelandic Music Awards, by the way )

(Borgþór) We didn't really expect the process to be quite so fast but Iceland is a progressive market in music and I guess we did something right!
It is amazing how fast new acts can gain recognition in such a small market and we are probably a good example of such a group.

P- Can you tell us what are the concepts behind that album?

(Þórarinn) It's bridging the gap between the childish and the mature. I love playing with concepts that are naive and some of the ideas we use are stuff I wrote when I was very young.

(Arnór) yeah, and lyrically this EP came out like an opening and closing chapter for me personally. A lot of the focus lyrically and musically, as þorarinn put it, has been made for the instant ear and eye and the more, in lack of a better word, challenging ear and eye. The words in this EP cast a long shadow and there's definitely something for those who enjoy losing themselves reading the booklet.

P- Are already planning a follow up?

(Arnór) Yeah Buddy! (Þórarinn) Lightweight baby! (Hrafnkell) Yoyoyo! (Borgþór) Woooooo!

P- What can you tell us about it?

(Þórarinn) We would like it to be as soon as possible but we have no specific date. We are currently writing. Most of the songs have a specific concept musically, lyrically or a mixture between the two.

(Arnór) Not more than a month after the first release, we started thinking about themes and ideas for the album. It never leaves our minds. We're busy bees, that's the only thing we can say for now I guess.

P- What do you expect from the rest of 2009? Do you guys have any tours planned?

(Hrafnkell) We just got home from playing in Denmark and we're going to be working for Reykjav�k city all summer playing our jazz set, but we are planning something big in the fall! More to be announced later this summer on our myspace and facebook pages.

P- Icelandic music is well known for having some unique artists, with a singular sound and a unique approach. What do you think of it? Is it a good place for a band like yourselves to be ?

(Borgþór) The music scene is so small that no one can afford to be like everyone and still be successful. Our most visible artists (Bjork, Sigur ros) have very unique sounds and thus, their musical endeavors are all the more visible internationally.
Shows in Iceland are also incredibly diverse. We have bands such as ourselves playing alongside electro acts, hardcore, metal... Just about all the musical genres can be represented at a single show.
For us it is the perfect place to start but we hope that at the finishing line we'll have made our marks elsewhere as well.

(Keli) That was very well put, Boggi!

P- How about playing live, is it easy there? Are there a lot of venues?

(Hrafnkell) There is actually a shortage of venues in Reykjav�k, which is terrible, but because there is so many bands and such a vibrate culture, nearly every bar in Reykjav�k offers live music from all genres.

P- Talking about "Lightbulb Universe" . Your sound seems influenced by a lot of different genres of music; what inspires you, when writing a song?

(Þórarinn) We are all open to all kinds of music and our musical taste is completely without any prejudice. Most of my musical ideas actually come when I am not in front of an instrument. I then write them down in a notebook and convert them to the instruments later.

(Arnór) Regarding the melodies and lyrics, they pretty much show up right away, most of the time, don't know why, me and
Þórarinn just click together. Call it, man love! And countless of nights are being used by writing a ton of ideas/thoughts, until something shines through, personal and universal enough to please me and the listener. But I'm extremely anal about sounds, words and thoughts, they all have to dance together in my mouth and slide through my throat, if not, the song won't get recorded.






P- I know that Arnór is from Denmark. How about the music scene there? Is any different from the Icelandic scene?

Well, I was born in Iceland, but moved when I was 5 years old and stayed in Denmark for almost 16 years, so I'm pretty much raised in DK and in love with the country.
The main difference, in my opinion, is the lack of import of live music in Iceland. It's so rare that foreign artists visit Iceland. That, of course, could be a positive aspect as well, for the Icelandic artists. They usually visit us for the excellent festival Iceland Airwaves and a few art and music festivals, but that happens very rarely.

P- What do you guys do, besides the band?

(Arnór) Well we all work for the Reykjav�k city right now, as Hrafnkell said earlier, and that lasts us out July. When this is done I'm back to the Naked Ape, printing and coloring stuff. (www.dontbenaked.com). The other guys are almost done with high school.

P- Is it easy for a band there, to live off music? Or is it only possible for big artists, like Sigur Rós and Björk?

(Borgþór) As I have said before, the market is really very small so it's not easy to make a living only by making and playing original music. Most of the money in Icelandic music is made by teaching and playing jazz or classical music.
Of course there are also some session gigs to be had but those are mostly reserved for older, more educated musicians.

P- What have you been reading, watching and listening lately?

(Borgþór) I've been reading some nerdy fantasy novel by Robin Hobb and also some manga. I watched a terrible sci-fi movie last night. It's called Star Crystal and was only remarkable for it's music, which was awesome. I've been listening to Bohren & der Club of Gore, Earth and Emiliana Torrini.

(Arnór) Oooookay, uhm, David Lynch owns my nights, I just bought THE DEFINITIVE GOLD BOX EDITION of Twin Peaks and I'm reading The Road by Cormac McCarthy. Caps lock is always needed, when talking about the great Lynch. LYNCH!!!

(Þórarinn) SUDOKU!!!

(Hrafnkell) I read minds.

P- When can we expect you guys to play here in Portugal?

(Arnór) I know of the Caos Emergente festival, but that's extreme metal as far as I remember, other festivals slip my mind, I'm afraid. ah just give us some money and we'll be there asap!

P-Thanks a lot for your time!

AF- Thank you for the interest!

Dia 16 - P de Protest the Hero


Banda : Protest the Hero
Género: prog/tech metal
Origem: Ontario, Canada
1999-

Apesar dos 10 anos desde a formação da banda, os membros andam todos na casa dos 22 anos. Impressionante,hein? E sim, são todos os membros originais. O debut destes gajos, "Kezia" ( 2005 ) , é um dos melhores debuts que já ouvi. Tem tudo : uma songwriting madura ; variedade q.b. ; letras muito interessantes ( referências à obra do Dostoiévski e tudo ) e vocals brutais. E depois, a catchiness. Apesar de tocarem cenas über fodidas, estes gajos conseguem sempre manter uma vertente catchy e irresistivel ao longo do álbum .
Em 2008 lançaram o "Fortress", follow up ao "Kezia". É ainda mais prog/tech do que o anterior ; tempos meios marados, solos de baixo e estruturas um bocadinho mais complexas. Perderam um pouco foi na catchiness, como seria de esperar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dia 15 - O de Ólafur Arnalds




Banda : Ólafur Arnalds
Género: clássica/ambiente com toques electrónicos e post-rock
Origem: Mosfellsbaer, Islândia
2007-

"Olafur Arnalds tem um conhecimento musical e um talento desmedido, consegue embarcar-nos numa viagem melancólica e suave por entre as suas sinfonias.É absolutamente impossível não sermos influenciados pela profundidade e intensidade com que cada nota nos toca e é tocada,acabamos por nos perdermos no seu som e vagueamos para uma nova dimensão do sentir." by Marcos.

E não tenho muito mais a acrescentar, o Marcos já disse tudo. E é fácil de comprovar.
Aqui está :






terça-feira, 23 de junho de 2009

Dia 14 - N de Nachtmystium



Banda : Nachtmystium
Género: black metal ( inicio de carreira ) ; black metal / psychedelic ( actualmente)
Origem: Illinois, EUA
2000-

Há quem chame Nachtmystium os "Pink Floyd do metal". Por isso também deve haver quem chame Pink Floyd os Nachtmystium do rock =|

Agora a sério. Apesar de antes já serem conhecidos na infame cena US black metal, foi com o álbum "Instinct : Decay " que a banda começou a ter a atenção de ouvintes de outras areas, mais variadas. O som do álbum, que é tão fiel às convenções da cena norueguesa ( produção lo-fi e vocals à la Varg Vikernes ) como à experimentação da cena psicadélica, mostra uns Nachtmystium diferentes, mostra uns Nachtmystium a arriscar. O sucesso do álbum fez com que a banda saltasse da Southern Lord ( editora de bandas como Wolves in the Throne Room, entre outros ) para a quase-major Century Media. O resultado dessa mudança é o "Assassins - Black Meddle Pt 1", lançado em 2008. Este álbum que mostra uma redução enorme da porção black metal do som da banda, sendo o bm substituido por outros géneros com o rock experimental e até punk rock (yep). A produção está mais limpa, a voz do Blake está muito mais acessivel, mas a vertente experimental da banda está melhor que nunca. Muitos pedais, muitos sintetizadores, muita experimentação.


domingo, 21 de junho de 2009

Deve haver qualquer coisa na água

Agent Fresco
Islândia
2008-

metal/rock ; pop ; jazz


E agora, algo diferente

Um post completamente diferente de todos os outros postados até hoje neste blog. Ou talvez não. (Não é nada de mais, é so uma faixa que me lembrei, de repente, e que já não ouvia há uns 4 anos. Um pop-rock bem feito)

Dia 13 - M de Marmaduke Duke


Banda : Marmaduke Duke
Género: experimental rock/post-hardcore ( inicio de carreira ) ; pop/dance/alternative rock ( actualmente)
Origem: Ayrshire, Escócia
2003-

Já falei deste duo mefistofélico aqui no blog. Mais do que uma vez,acho eu. Vamos começar pelo básico : quem são estes 2 personagens? Simon Neil ( de Biffy Clyro, e deles nem vale a pena falar ) e JP Reid ( de Sucioperro ).
E vou dedicar um pequeno paragráfo a Sucioperro, senão o único seguidor do nosso/vosso AIFD deixaria de me falar ( sim Marcos, tu mesmo ).


Primeira vez que ouvi um single de Sucioperro, pensei : "Uau, que copia barata de Biffy. Até o penteado do Simon copiaram". Apesar de hoje a minha opinião não ser tão agressiva, continuam a ser uma copia de Biffy ( ahaha! ). Mas são bons no que fazem, o debut "Random Acts of Intimacy " tem boas faixas ( a última é brutal ). Satisfeito, Marcos?


Em relação a Marmaduke, vou falar do álbum com palavras curtas e secas, como o álbum merece. Sexy. Feio. Sujo.Sexy.Parvo.Catchy.Sexy.
Porco.Feio.Sexy.



sábado, 20 de junho de 2009

Dia 12 - L de Lost Horizon


Banda : Lost Horizon
Género: power metal
Origem: Suécia , Gotenburgo
1990-

Estes Lost Horizon são a melhor banda de power metal, ponto.

Apesar dos 19 anos de carreira, a banda so lançou dois LP's, o " Awakening the world" em 2001 e genial o "A flame to the ground beneath", de 2003. Este ultimo é dos melhores álbuns que já ouvi nestes 21 anos de existência. É um álbum épico, com a voz excelente do Daniel Heiman a liderar, numa que é de longe das melhor performances de um vocalista dentro do género. A nível de estruturas, a banda era mais inventiva que a maioria das bandas de power metal. Alias, estes senhores conseguiam fugir a grande parte dos clichés do pm ; as galopadas, os riffs rapidos com o pedal duplo a acompanhar e as melodias uber-cheesy. A nível de letras, a banda não pode ser levada muito a sério, com a mensagem "ACREDITA EM TI MESMO!!" ultra-positiva a parecer algo comica, mas ao menos não falam de batalhas de gnomos e não sei que mais...


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Entrevista : Tubelord

Meus senhores, é com um grande prazer e talz que tenho mais uma entrevista para postar. Depois dos suecos Immanu El, e dos islandeses We Made God, chegou a vez dos britânicos Tubelord. Em comum entre as 3 bandas? A qualidade. Os membros da banda parecem ser tão excêntricos quanto o seu som. Por favor, ouçam a " I am Azerrad", pesquisem no google por Michael Azerrad.
Para finalizar :estes Tubelord são uma das grandes promessas do underground , 'nuff said.

Pereira - Please introduce yourself and your band, and describe, to those who don't know, what is Tubelord all about.

Tubelord -Hi, I'm Joe , and I'm Dave. We play in Tubelord rock band. Tubelord are all about the larger picture within a percolated golden frame.



P - What is the origin of the name, Tubelord?

J&D - We all know the origin of the name, but are unwilling at this point to reveal it.



P- Your sound is quite complex, yet strangely accessible . It is conscious ?

J&D - Yes, how could it be unconscious? If there is an unconscious element to the music, that’s due to the audience, not us.



P- Your single " I Am Azerrad" is a fantastic song, catchy as hell...but I have to ask you guys : who is Azerrad?

J&D- He is an American journalist, I suggest you look him up - Michael is his first name.



P- How is the tour going? Can you describe to us both the best and worst moments so far?

J&D- The best part of the tour happens after the gig is played; people have a lot to talk to you about. Before the show, all conversation feels a little purposeless. In regards to a specific point on tour, our Manchester and Brighton shows have been the most pleasurable for us as a band.
The worst point for us are days off, it’s really hard to be motivated when you don't have a show that night.



P- What are your plans for the rest of 2009 ?

J & D - Do you remember that episode of Rugrats where Angelica couldn't reach the cookie jar on the shelf of the kitchen, but with the help of her fellow Rugrats, she is able to climb up to the shelf, grab the cookies and eat them all herself, only to regret it minutes later as she feels sick? We are currently one of the little Rugrats, our future plans are just out of reach.



P - When are you planning to release your next album?

J & D -As soon as we get a leg up. (October)



P - If you guys have it planned already, can you tell us the concept/ideas behind it?

J&D - It's a bit of a conceptual jumble sale pile, there are songs on there written three years ago, sitting next to songs written a week before recording the album. The main concept is in the art, there is a narrative in picture form.



P - What are your main influences, when writing a song ?

J&D - We have a framed photo of Dave's dad that inspires us to write rock music, while a Phil Collins poster in our van inspires us to play rock concerts.



P- Besides Tubelord, what do you do ?

J&D- Write songs for Tubelord, fix equipment for Tubelord, and ride my bike through the woods to a bank to pay in money for the Tubelord account. Tubelord - Making zines and organizing surf trips since the year that punk broke.





P - Any European tours planned?

J&D- We plan to return to Ireland once the album is released to free them from Capitalist rule and return them to the Normans. If we hadn't agreed to management and booking agents, we would've played Portugal by now, but its all for the greater good.
We'll be in Europe once we've put out our record.



P -When can we expect you here in Portugal ?

J&D - Soon, hopefully



P- What have you been reading/listening/watching lately?

JOE: here are the top 5 most RECENTLY LISTENED TO ON iTUNES:


Bowerbirds
Jon Brion
Jonquil
Pavement
Pinback

and BOOKS I've been reading:


Michel Foucault-Revised edition by Barry Smart
Notes From The Underground-Dostoyevsky
The Culture Industry:Selected Essays - Theodor Adorno
Elements of Semiology-Roland Barthes

Watching life is enough for me...

Dave:

Music I've been loving:

Sam Isaac
Mumford & Sons
Brand New
The Joy Formidable
Dark Mean

and books:
F. Scott Fitzgerald - Tender is the night
Frank Miller - Batman - The Dark Knight strikes again
John Steinbeck - East Of Eden

I've been watching the roads go by, touring is quite time consuming. We need to get a driver, I've been buying so many books, but always driving means no reading time for me.



P - Is it easy for a band like yourselves to survive in England nowadays?

J&D- Yes, of course, but It just depends on what you want the band to be, and how you want it to be heard. It just comes down to good use of money, for instance buying a van has helped us massively.
It helps if as a band you get to know people like Kev from BSM who want to help get your music out there.



P - Thanks a lot for your time!

J& D- Thank you for the questions!



Dia 11 - K de Kyte



Banda : Kyte
Género: ambiente/ electronica/ post-rock/dreampop
Origem: Kent,UK
2006-

Há qualquer coisa de especial no som destes Kyte. Não sei muito bem dizer o que é.
Enfim.
Já que estamos a falar de bandas começadas por "K", tenho que dizer que, além de Kyte, outros projectos mereciam estar aqui. A islandesa Kira Kira e as suas caixas de música , o japa Kashiwa Dakuse e aquela mistura marada de clássica com post-rock e noise. Entre outros.

Em relação a Kyte, a suavidade das melodias, os sussurros do vocalista e o tom melancólico dos teclados são irresistíveis.
As letras, sonhadoras e distantes, são irresistíveis. Os xilofones e os outros instrumentos pouco convencionais usados pela banda, são irresistíveis.
Acho que já chega.



terça-feira, 16 de junho de 2009

Um homem de família e um puta d'uma bebedeira



36 anos. Casado com Helena, pai de Agnes.








sábado, 13 de junho de 2009

Natalie Portman cura depressão ; Como perder o controlo de um filme em cerca de 7 minutos - Garden State

A RTP está a surpreender...
Já é a 4ª ou 5ª vez nos últimos tempos que ligo a TV, à toa, numa sexta de madrugada ( entre as 2 e as 4 da manhã ), e fico espantado com o que estão a transmitir. Cinema de qualidade, meus senhores. Nem vou reclamar da hora tardia.

Hoje foi a vez de "Garden State" . Não acompanhei o filme desde o início ( tava a beber uma guiness num bar quando o filme começou ) - mas só perdi uns 5 minutos. E gostei. Gostei bastante... Mas vamos por partes...

Primeiro que tudo , kudos para esse senhor, Zach Braff. Já o conhecia de "Scrubs" ... o que não sabia é que ele se safava tão bem em papeis sérios. Foda-se... o gajo realizou o filme e escreveu o guião, além de ser o protagonista. A realização está muito competente ( nada de outro mundo, decente ) mas o argumento,por outro lado, está excelente. Na boa tradição de "comedy/drama/romance" indie, Mr.Braff misturou com sucesso personagens "estranhas", um homem alienado e uma dose cavalar de culpa e ódio próprio . Depois,o romance está bem conseguido. É o sonho de qualquer gajo alienado/solitário : conhecer, por acaso e sem esforço, uma gaja tao inadaptada quanto ele ... ( a Natalie Portman está brutal, como é costume... ).

O único problema de Garden State é a forma como o filme perde o controlo nos ultimos 10 minutos. É uma coisa incrivel... a ideia que fiquei é que o Braff tinha o argumento escrito e ,enquanto filmava as ultimas cenas, chegou alguém e disse algo do género "tens 2 horas pa terminar o filme,senão mato-te"... o final está tão apressado... mas tão apressado que acaba por beliscar parte do produto final. É uma pena, mas como foi a obra de estreia do Braff como realizador, acaba por ser compreensível. Estou muito curioso para ver o que é que ele vai fazer em seguida ( sim,porque o filme é de '04 e ele não realizou/escreveu mais nada entretanto ).

Não sou grande fã de pontuar as reviews...mas só para terem uma ideia de como o final me desapontou, aqui vai...

7.5/10

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Tio Freddie & Amigos




Esta reunião foi daquelas completamente inesperadas, já que a relação entre o Wes ( foto ) e o Fred parecia estar ainda mais merdosa do que o costume. O John está mais gordo, o Sam mais parado, o Wes mais excêntrico e o Fred com a voz cansada . O Lethal está na mesma, já agora.

Mas não deixa de ter piada ver estes 5 em palco novamente ; é quase como quando revemos aquele velho amigo da escola primaria. Eramos proximos na primaria; fomos para o basico, cada um para seu lado. Turmas diferentes, gostos diferentes. Durante os primeiros 2 ou 3 anos, ainda falavamos, ocasionalmente. Mas cada vez a espaços de tempo maiores. Depois de meia duzia de anos sem ver essa pessoa, um encontro acidental é ...engraçado. "Tão, que tens feito? Continuas a comer cola?". Depois de 10 ou 15 minutos, os temas de conversa começam a escassear...e lá nos separamos, cada um para o seu lado. Promessas de " um almoço um dia destes". Não são cumpridas. Mas é mesmo assim.

Com Limp Bizkit é parecido : depois de não-sei-quantos-anos sem ouvir estes sacanas, tem muita piada ir desenterrar o velho boné preto dos Yankees e rimar em conjunto com o Fred. Durante 20 ou 30 minutos. Mais do que isso, é abuso.
Mas esta " Livin' It Up" continua tão maligna como sempre...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Run Ms. Pac-Man run!


Música - Junior Kickstart
Artista - The Go! Team
Álbum - Thunder, Lightning, Strike

O que será que acontece à Ms. Pac-Man no final?

sábado, 6 de junho de 2009

O melhor da E3 de 2009

A E3, que é um dos maiores eventos de videojogos do ano, terminou na passada quinta-feira. Passados alguns dias para acalmar os ânimos, é tempo de reflectir e escolher os melhores momentos da edição deste ano.

5) Novo trailer de Final Fantasy XIII

É o novo Final Fantasy! Acho que está tudo dito.
Uma série que não deixa ninguém indiferente. Apresenta sempre histórias fascinantes com cada título que lançam e assume-se como o exemplo a seguir dentro do género. Será que vai estar ao nível dos grandiosos FFVII e FFX?

4)Demonstração da jogabilidade de Assassin's Creed 2

Para a sequela do jogo da Ubisoft, os fãs pediram mais diversidade. Parece que os criadores ouviram porque esta demo parece ter elementos muito mais variados e originais em termos de jogabilidade. O potencial deste jogo é imenso!

3) Anúncio de Super Mario Galaxy 2

Ainda nem acabei o primeiro Mario Galaxy e já foi anúnciado o segundo! Eu já não me lembro de haver uma sequela de um jogo do Super Mario na mesma consola há muitos bons anos, é uma óptima notícia para os fãs! A fórmula é a mesma, até porque o primeiro foi muito aclamado pela crítica, mas pede-se maior longevidade.

2) Demo exclusivo de Uncharted 2

Uncharted 2: Among Thiefs tem tudo para dar certo. A Naughty Dog melhorou em practicamente tudo face ao primeiro. Vai ter multiplayer, competitivo e co-op, evitando assim ser criticado por ser demasiado curto, como foi o primeiro. Eu espero que não descuidem o modo singleplayer, mas estou confiante que vai superar Drake's Fortune.

1) E o jogo chama-se......The Last Guardian!

O nome do Project TRICO foi finalmente revelado e o jogo vai chamar-se The Last Guardian! Passados quatro anos desde o lançamento da obra-prima que é Shadow of the Colossus, as mentes brilhante da Team Ico revelaram finalmente o seu terceiro título. Depois de dois jogos tão bons e tão memoráveis é impossivel não ficar ansioso com The Last Guardian, que é para mim uma das principais razões por que comprei uma PS3!

Para o ano há mais!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os círculos russos que, injusta e incrivelmente, ficaram fora do top10

É por estas e por outras que eu não acho muita piada a fazer top10's. Há sempre alguma coisa que falta. Algo que é deixado para trás. No meu top10 de 2008, faltou Russian Circles. Digo isto porque, apesar de ter dado umas quantas de audições ao albúm durante o ano passado, e de ter gostado bastante, esqueci-me da banda, ao fazer o meu top10 de '08. O que é triste. Estou a ouvir agora,pela segunda vez consecutiva "Station",o último álbum ( acabei de o receber no correio, obrigado André! ) deles. E que grande álbum... Como é que me fui esquecer disto? Até me lembro de chegar da Fnac com o "embers" de upcdowncleftcrightcabc+start na mão ( que foi, como já disse umas 789 vezes,O MELHOR ÁLBUM DE '08 ), e de perguntar ao Duncan, um apreciador de rock/metal instrumental, quem é que estava em primeiro no top10 '08 dele. A resposta dele foi curta : "Station" .


Dia 10 - J de Jóhann Jóhannsson


Banda : Jóhann Jóhannsson
Género: ambiente/ clássica/ electronica/ experimental
Origem: Reiquiavique, Islândia
1999-

Jóhann Jóhannsson é islândes. Para bom entendedor, meia palavra basta, já dizia o povo.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dia 9 - I de Immanu El



Banda : Immanu El
Género: post-rock / shoegaze
Origem: Gotemburgo, Suécia
2003-

Immanu El é uma banda que já referi varias vezes aqui no blog. Ainda assim, não resisto a repetir o que já disse : é um dos grandes nomes da cena post-rock europeia actual. Misturando os crescendos explosivos do post-rock com a sensibilidade do shoegaze, este quinteto sueco consegue resultados muito interessantes, umas vezes a transbordar de melancolia, outras a rebentar de optimismo. Um bom adjectivo para caracterizar os trabalhos destes suecos seria "triunfante". Outro seria "timido". Como me disse o guitarrista/vocalista Claes, na entrevista que lhe fiz, " We play music that we believe in". E o ouvinte percebe isso, facilmente...