sábado, 18 de julho de 2009

Dia 20 - T de Thursday


Banda : Thursday
Género: post-hardcore
Origem: New Jersey, Estados Unidos da América,
1997-

O vocalista de Thursday, Geoff Rickly ( o primeiro a contar da esquerda ) é um dos músicos mais inteligentes da cena alternativa/punk actual. Facto. Basta ver/ler as entrevistas e as letras dos álbuns. Agora, enquanto vocalista, é um bocado limitado. Mas isso não interessa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A parvoíce e o capitalismo : typecast



1-Estava aqui a pensar que, se alguém me apontasse uma arma à cabeça e me forçasse a escolher os meus 10 filmes favoritos, pelo menos 3 deles teriam o G.G. Bernal como protagonista. Em 3 papeis completamente diferentes. ( "Amores Perros", "Science of Sleep",[adivinhem o terceiro] )

2-Uma coisa que tenho notado ultimamente é o typecast dos actores mais jovens. E nem estou a falar exclusivamente de Hollywood-Hollywood ( como quem diz, do cinema mais mainstream ). Vi ontem o" Adventureland ", um daqueles filmes que não é comédia nem drama, e que fica algures entre o indie e o... non-indie . É algo tipo o ( excelente )" Little Miss Sunshine ": um indie que não arrisca muito na sua forma, mas explora muito bem o conteúdo.
Ok, em relação ao typecast...


Kristen Stewart. Não vi o "Twilight" ( god forbid... ) . Mas ontem, ao ver o "Adventureland", fiquei com a ideia que já tinha visto a personagem dela antes...
E realmente, já tinha visto, por duas vezes. No surpreendente " Into the Wild ". E antes já tinha visto no razoávelzinho " In the Land of Women ". Que os estúdios aprovem o typecast, eu compreendo : querem ganhar $$'s fazendo sempre a mesma merda. Agora que os actores, especialmente em inicio de carreira, fiquem felizes com fazer sempre o mesmo papel, é algo que não consigo compreender. Estou a falar da Kristen Stewart porque isso salta à vista no Adventureland, mas podia estar a falar de outros, como o Michael Cera ou até mesmo do Jesse Eisenberg .



Comparando, o Cillian Murphy aos 30 já tinha interpretado : revolucionários , anti-heróis, assassinos, jovens alienados, agricultores retardados, travestis, suicidas... entre outros.
O Bernal, aos 28 já tinha ... Não vale a pena, pois não?


terça-feira, 14 de julho de 2009

Dead Fantasy III

Chegou finalmente o 3º episódio da série Dead Fantasy!
Esta série consiste na luta entre personagens famosas da série Final Fantasy e Dead or Alive. São videos feitos pelo excelente designer Monty Oum, também responsável por Haloid (Halo vs Metroid).
Neste episódio em concreto temos uma luta entre Tifa (FF7) e Hitomi (DoA). O vídeo é um pouco mais pequeno que os dois anteriores mas mostra grandes melhorias em termos de animação e qualidade gráfica:
Dead Fantasy III

Para os fãs de ambas as séries, estes vídeos são fantásticos. A qualidade e o detalhe impressiona qualquer um e espero que não demore a sair o próximo.

Outros vídeos:
Dead Fantasy I
Dead Fantasy II
Haloid

Dia 19 - S de Skyfire


Banda : Skyfire
Género: melodic death metal / power metal / progressive metal / neo-classical metal
Origem: Höör , Suécia
1995-

Depois do "R" de Refused, continuamos na Suécia com o "S" de Skyfire. Já passaram 5 anos desde o lançamento de "Spectral", o último álbum de Skyfire, por isso as expectativas são muito elevadas em relação a "Esoteric", o novo opus deste quinteto. E é lançado já em Setembro.
Depois das merdas que Children of Bodom e Norther fizeram nos últimos anos,não será difícil para estes suecos continuarem como "reis" do power/melo-death.
O single aponta nesse sentido,pelo menos...


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Gremlins (1984)


Estes diabretes são uma comédia!

Toda a gente conhece os Gremlins. São aquelas personagens extremamente sádicas que se divertem a nossa custa, destruindo tudo à sua passagem. Pois bem, estas criaturas carismáticas são as grandes estrelas dos filmes com mesmo nome, Gremlins (1984) e Gremlins 2: The New Batch (1990).

Recentemente apanhei o primeiro a passar no Hollywood. Realizado por Joe Dante e produzido por Steven Spielberg, Gremlins é uma mistura de terror com comédia. Para um filme que parece ser para toda a familia (passa-se na época natalícia e tudo), mais tarde revela-se algo bastante mais negro e violento. Este contraste, para mim, é dos melhores aspectos do filme. O enredo é do mais clichê que existe, mas vale sobretudo pelos gremlins. Basicamente conta a história de um rapaz, Billy, que recebe um novo animal de estimação, um Mogwai, como presente do seu pai. Ora, estas criaturas peludas e ,aparentemente, muito simpáticas e graciosas, podem tornar-se bastante perigosas caso:

1. Sejam expostas à luz solar;
2. Entrem em contacto com àgua;
3. Comam depois da meia-noite;

São as três regras de ouro para poderem conviver pacificamente com os Mogwais. A 1ª mata-os, a 2ª multiplica-os e a 3ª faz com que se transformem nos gremlins. Obviamente que estas normas vão ser todas quebradas ao longo do filme e é quando isso acontece que a acção começa. É a partir do momento em que o gremlins surgem que o filme começa a sério. Eles são precisamente o oposto dos Mogwais: são diabretes sinistros e diabólicos, com uma tendência clara para destruir tudo à sua volta simplesmente porque lhes apetece.
Será possível alguém gostar destes bichos? Claro que sim! Aliás, eles são a alma de um filme que está recheado de humor negro e momentos hilariantes.

Este é mais um daqueles filmes que marcou a minha infância, mas que visto hoje ainda tem um tipo de humor especial.
Mas quem melhor do que eu para falar sobre os dois filmes dos Gremlins que o AVGN, James Rolfe. Aqui fica a sua análise com o tom brincalhão que o caracteriza:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Biffy Clyro - "That Golden Rule" e o regresso do trio barbudo de Ayr




Não gosto de pensar muito na influência de determinada banda/artista na minha vida, mas se há banda que me "mudou" nos últimos anos, foi Biffy Clyro. Primeiro, porque redescobri esta banda numa altura ( '06 ) em que a minha fé no metal era ainda menor do que a que tenho actualmente. Segundo ,porque me fez descobrir todo um mundo que eu ignorava : o dos qualquer-coisa rock. Prog rock , indie rock, post-rock... Mais tarde,até derivados do hardcore eu fui descobrir. O post-hardcore,o sludge madafaca e talz...

Por isso... sim,o señor Simon Neil e os gémeos Johnston mudaram a minha forma de ouvir musica,e , consequentemente, de viver. Cheesy. Mas é verdade...
Comecei a dar valor à musica que não envolvesse escalas gamadas de in flames e vocals
esganiçados. E isso só me fez bem.

O novo single de Biffy , "That Golden Rule", estreou ontem no show do Zane Lowe ( onde mais poderia estrear um novo single de Biffy ? ) e, meus caros, é seguro anunciar que o trio está de volta. Adorei o "Puzzle", foi o melhor album de '07 e é um álbum de rock clássico fabuloso. Mas fico feliz por ver estes meninos regressarem a tocar o que sabem : tempos marados, riffs-malignos-que-só-o-Simon-consegue-escrever, violinos épicos/dramáticos e aqueles vocals brutais...


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Manatees - Icarus, the sunclimber


Based on the legend of Icarus, “Sunclimber” is the follow up to the well-received “The Forever Ending Jitter Quest of Slow Hand Chuckle Walker: An Introduction to the Manatee”, and it is a slow, heavy and distorted voyage. It lacks not only variation, but contrasts and an identity. What the Manatees are doing isn’t really different from the rest of the sludge metal bands. This whole “hey, let’s play a heavy riff and repeat it over and over again for 10 minutes” has been done a thousand times before. The vocals, buried and distant, sound like most bands of the genre. But the whole “package” isn’t bad. Far from it. It’s just completely forgettable.

Originality is an important factor, when listening to an album. It is not essential, but it is important…

The Neurosis influence is more than obvious, but again, sometimes originality is not the problem; Year of No Light’s “Nord” is the perfect example of that. The first three tracks, “ Of Wax and Wing”;”The Sunclimber” and “Hyperion Altitude” are weaker and more forgettable than the other three; “Untitled”, “False Sun” , “Out of the sky, into the gutter” are better and more consistent. These last three songs are not revolutionary by any means, but they sound a lot better compared to the first half of the album; maybe it is because of the acoustic guitars, the spacey vocals or the tribal drumming, that add a nice element to the music . I am confident that this trio has a lot more to give, let’s just hope that their next release sounds closer to the second half of the album than the first.

As I said before, “Icarus, the Sunclimber” is a heavy, ugly and slow. Just like a manatee.

5.5/10

Long Distance Calling - Avoid the Light

O "Avoid the Light" foi um dos dois albuns que me foram pedidos para avaliar pelo Silent Ballet , como teste para ver se eu servia ou não para fazer parte dos escritores do site. O outro album foi o "Icarus, the sunclimber" de Manatees. Mas eu não sirvo para o site, por isso, já que não vão ser usadas para o SB, não vejo inconveniente em postar ambas aqui.


I have to say that I wasn’t surprised by “Satellite Bay”, Long Distance Calling’s debut. It is a decent album, sure, but it isn’t the masterpiece that lots of people seem to think it is. Now, with “Avoid the light”, the hype is fully justified: it has that special something that separates a good album from a great one. While not revolutionary, “Avoid the light” is, without any doubts, a great album.

The songwriting is strong and varied, managing to avoid most of the “modern post-rock traps” (like the whole tremolo picking riffs, for example). That, and the ability to write 12 minute songs that flow like 5 minute ones, makes these 55 minutes truly a joy to listen.

The production is very good, making the sound “huge” and stronger than most instrumental rock bands.

The bass-guitar plays a big role in the sound of this German quintet; it is always present, often combining with the drummer’s double-bass. Talking about that occasional double-bass, it isn’t the only metal influence present on “Avoid the Light”, with Jonas Renkse from the Swedish metal band Katatonia collaborating on “The Nearing Grave”, one of the highlights of the album. The programming/keys, while not original by any means, add an interesting industrial/spacey element, especially on the second track “Black Paper Planes”, something that they should explore more often on their next release.

The fourth track, “I know you, Stanley Milgram!” ( google it, it’s worth it… ), a 10 minute epic, marks a turning point within the album, towards a darker, more introspective sound.

As a conclusion – it is always good to be surprised, especially in a genre when surprises don’t occur often. “Avoid the Light” is probably one of the best instrumental rock albums I’ve had the pleasure to listen since last year’s “Embers” (by upcdowncleftcrightcabc+start) - and I’ve listened to quite a lot of them.

8.5/10

domingo, 5 de julho de 2009

Batman (1989)

Ultimamente o Batman tem estado muito na moda, fruto do sucesso dos dois filmes de Christopher Nolan. Mas não nos podemos esquecer que há 20 anos, Tim Burton também fez uma adaptação da BD, e fê-lo de uma forma primorosa, renascendo um dos super-heróis mais conhecidos da actualidade.

Lembro-me que quando era miúdo havia uma grande febre do Batman, muito por culpa dos filmes de Burton, Batman (1989) e Batman Returns (1992). Eu apanhei mais a euforia do segundo e da série animada, pois era mais velho, e coleccionei uma data de figuras do homem morcego, dos seus veículos e dos vilões. Ainda hoje é um dos meus heróis favoritos, principalmente por ser um homem normal, determinado a travar o mal pelas próprias mãos mesmo que isso lhe custe viver uma vida dupla.

Eu já não via o filme há muitos anos e resolvi comprar para rever. Curiosamente envelheceu bastante bem, isso surpreendeu-me, mas vamos por partes. Em primeiro lugar, neste filme temos um confronto clássico entre o Batman (Michael Keaton) e The Joker (Jack Nicholson), onde este último está a tentar destruir Gotham e matar os seus habitantes com produtos químicos letais. A “donzela em apuros” desta aventura é Vicki Vale, interpretada pela bela Kim Basinger. Dos três principais actores, o destaque vai indiscutivelmente para Jack Nicholson como The Joker. As comparações com Heath Ledger são inevitáveis, embora eu ache que são dois jokers muito diferentes e devem ser apreciados individualmente. Ao contrário da conhecida prestação de Ledger, como um Joker bastante decadente, Jack Nicholson é hilariante e ao mesmo tempo assustador. Houve bastantes cenas em que larguei umas boas gargalhadas à conta das piadas de Nicholson, embora ele mantivesse sempre uma atitude destrutiva e sádica. Eu penso que a interpretação de Nicholson representa melhor a ideia que eu tenho do Joker, um palhaço diabólico. Numa palavra: brilhante.
As interpretações estão excepcionais, mas em parte devem-se ao extraordinário argumento. O filme está recheado de diálogos memoráveis, nomeadamente do Joker. Nada parece estar a mais, nem a menos, está mesmo na dimensão certa. Também adorei o facto de o filme ter um feeling muito tipo banda desenhada, onde toda a cidade de Gotham está recriada na perfeição. Aqui o mérito vai todo para Tim Burton que, como já é hábito, fez um fantástico trabalho. O filme tem um ambiente bem mais negro que a série cómica dos anos 60, o que foi muito bem recebido pelos fãs da BD, e eu pessoalmente também aprecio. Por último, gostava só de dizer que Danny Elfman é um dos melhores compositores da actualidade e o tema principal de Batman prova-o. Se ignorarmos algumas das músicas de Prince, a banda sonora é magnífica.

The Dark Night é visto como o grande filme da série Batman, tendo registado um espantoso 8.9 no IMDb, mas eu não o considero superior a este. Acima de tudo, são filmes diferentes. Só que os filmes de Burton têm o ascendente de terem marcado a minha infância e isso não se esquece.

Como não existe uma trailer decente, deixo aqui o Main Theme do filme:

sexta-feira, 3 de julho de 2009

The Great Gig in the Sky

Todo o The Dark Side of the Moon é fantástico, mas esta música tem qualquer coisa de extraordinário:

It's great indeed.